
Justiça dos EUA divulga carta atribuída a Jeffrey Epstein antes da morte dele
"Eles me investigaram por meses — não encontraram nada", diz trecho do documento

"Eles me investigaram por meses — não encontraram nada", diz trecho do documento
A Justiça dos Estados Unidos divulgou uma carta que seria do financista Jeffrey Epstein antes da morte dele, em 2019, quando aguardava o julgamento por tráfico sexual. No texto revelado na quarta-feira (6), constam críticas às investigações e apresenta indícios de que ele tiraria a própria vida.
“Eles me investigaram por meses — não encontraram nada!!! Então resultaram acusações de 15 anos atrás. É um privilégio poder escolher o próprio momento de dizer adeus. O que vocês querem que eu faça — comece a chorar!! Nada divertido — não vale a pena!!”, diz a carta redigida à mão.
Conforme os jornalistas Jeremy Roebuck e Maegan Vazquez, do The Washington Post, o ex-companheiro de cela de Epstein, o ex-policial Nicholas Tartaglione, foi quem encontrou o documento em 2019, semanas antes da morte do financista. A carta foi publicada por autorização do juiz federal Kenneth M. Karas a pedido do The New York Times.
Benjamin Weiser, Steve Eder e Jan Ransom, do The New York Times, disseram que o texto estava dentro de uma história em quadrinhos. Tartaglione a encontrou após Epstein ser transferido para outra ala da prisão. Ele, então, disse que entregou o item aos advogados do financista.
Os advogados afirmaram ao veículo de comunicação que autenticaram a carta, mas não informaram como. O documento não foi confirmado oficialmente pelo tribunal ou outro órgão investigador.
Epstein foi condenado em 2008 após admitir culpa por acusações ligadas à prostituição, inclusive um caso que envolvia uma menor. Em 2019, ele foi novamente preso por acusações federais de tráfico sexual.
Já Tartaglione foi acusado de quádruplo homicídio e condenado em 2023 a quatro penas de prisão perpétua. Também réu por agredir Epstein, ele nega e recorre da decisão.
Ainda sobre Epstein, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou milhões de páginas relacionadas às investigações. Até esta semana, contudo, o bilhete atribuído ao financista permanecia em sigilo.
