
Senadores acreditam não haver clima para nova análise de indicado ao STF por Lula
Aliados de Davi Alcolumbre acreditam que não deva ocorrer uma análise antes das eleições deste ano

Aliados de Davi Alcolumbre acreditam que não deva ocorrer uma análise antes das eleições deste ano
Senadores não veem ambiente na Casa para uma análise de um novo indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, na última semana. A apuração foi feita pela CNN Brasil nesta terça-feira (5).
Conforme apurado com aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não deve ocorrer uma análise antes das eleições deste ano. A exceção seria se Lula indicasse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendido pelo líder da Casa Alta do Congresso desde o começo.
Lula, contudo, atua para que Pacheco concorra ao governo de Minas Gerais. Da mesma forma, o presidente tem sido incentivado a realizar uma nova indicação rapidamente ao STF. Para aliados, a escolha de uma mulher constrangeria o Senado a rejeitar o nome.
Vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB) afirmou na segunda-feira (4) que o petista já define o novo indicado. “Primeiro, quero lamentar a não eleição do Jorge Messias, porque é uma pessoa preparada, jurista com experiência, com espírito público, uma vida dedicada ao serviço público”, disse. “Mas, enfim, isso compete ao Congresso Nacional, porque você vai ficar com um ministro a menos no Supremo, já sobrecarregado de processos. Eu acho que o presidente Lula está definindo a sua nova indicação”, emendou.
Alcolumbre, que teria articulado a rejeição de Messias, pode segurar o encaminhamento do novo indicado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela sabatina. A tensão entre Davi e Lula, acreditam aliados, pode mudar caso eles sentem para conversar e fechar um acordo que beneficie a ambos eleitoralmente.
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