Brasil, 09 de abril de 2026
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Banco Master pagou R$ 80 milhões ao escritório da mulher de Aexandre de Moraes

O valor teria sido pago em 24 prestações mensais de R$ 3,6 milhões entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025

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Os dados foram enviados pela Receita à CPI do Crime Organizado, que revelou os pagamentos. O escritório da muher do ministro Alexandre de Moraes, do STF, prestou serviços por quase dois anos para ao Banco Master, até a sua liquidação.

O total pago pela instituição financeira foi de  R$ 80 milhões ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, entre 2024 e 2025.

O valor teria sido pago em 24 prestações mensais de R$ 3,6 milhões entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, apontou o portal de notícias G1. Por sua vez, o jornal Folha de São Paulo cita um pagamento total de R$ 40,11 milhões em 2024. Os pagamentos correspondiam à contratação de serviços de advocacia do Barci de Moraes Sociedade de Advogados pelo Master, revelada em dezembro pelo jornal O Globo.

Em março, a empresa confirmou ter prestado serviços de consultoria e atuação jurídica, relatando ter contratado outros três escritórios especializados, que estiveram sob sua contratação. Não houve atendimento para causas no âmbito do STF, ressaltou o escritório, citando um total de 94 reuniões entre o Master e a equipe jurídica. O contrato teria sido encerrado após novembro de 2025.

Liquidação do Banco Master

Inicialmente, estavam previstos por contrato 36 pagamentos, ao invés de 24, mas eles foram interrompidos quando o Master foi liquidado.

Quando teve sua operação encerrada pelo Banco Central (BC), o Master, com R$ 80 bilhões em ativos, tinha apenas R$ 4 milhões em caixa. O valor é drasticamente inferior ao necessário para a liquidez de um conglomerado de médio porte.

A baixa liquidez, ou seja, a incapacidade de pagar seus credores, foi a justificativa dada pelo BC para determinar a liquidação do banco controlado por Daniel Vorcaro, preso em março.

A CPI do Crime Organizado deverá ser encerrada na semana que vem, por decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sob oposição do relator, o senador Alessandro Vieira.

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