
STF condena empresário que doou R$ 500 para fretar ônibus que levou manifestantes ao 8 de Janeiro
Outros dois réus que fizeram doações também foram condenados

Outros dois réus que fizeram doações também foram condenados
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, na quinta-feira (2), o empresário de Santa Catarina Alcides Hahn por envolvimento nos atos golpistas. Ele foi sentenciado a 14 anos de prisão por doar R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília para os eventos de 8 de Janeiro.
Os crimes incluem: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa. Ainda haverá o julgamento de um recurso. Inicialmente, a análise estava prevista para 20 de março, mas foi retirada da pauta.
Além de Hahn, outros dois homens financiaram o frete, mas nenhum deles viajou para Brasília. Os demais foram Rene Afonso Mahnke, que depositou R$ 1 mil; e Vilamir Valmor Romanoski, R$ 10 mil. O trio teve a mesma condenação.
Conforme a Procuradoria-Geral da República (PGR), Romanoski era uma “figura de liderança” nos atos pró-Bolsonaro em Blumenau, organizando e recrutando manifestantes. Ele também era responsável pela compra de mantimentos.
Quanto a Hahn, ele disse que fez o Pix a pedido de um conhecido, que solicitou o empréstimo sem dizer para onde ia. Para a defesa dele, o STF se baseou apenas nos R$ 500 e não houve prova de que esse valor seria para financiar a viagem, nem que o réu soubesse de eventual crime.
Confira as condenações do trio: