Brasil, 06 de abril de 2026
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STF condena empresário que doou R$ 500 para fretar ônibus que levou manifestantes ao 8 de Janeiro

Outros dois réus que fizeram doações também foram condenados

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O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, na quinta-feira (2), o empresário de Santa Catarina Alcides Hahn por envolvimento nos atos golpistas. Ele foi sentenciado a 14 anos de prisão por doar R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília para os eventos de 8 de Janeiro.

Os crimes incluem: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa. Ainda haverá o julgamento de um recurso. Inicialmente, a análise estava prevista para 20 de março, mas foi retirada da pauta.

Além de Hahn, outros dois homens financiaram o frete, mas nenhum deles viajou para Brasília. Os demais foram Rene Afonso Mahnke, que depositou R$ 1 mil; e Vilamir Valmor Romanoski, R$ 10 mil. O trio teve a mesma condenação.

Conforme a Procuradoria-Geral da República (PGR), Romanoski era uma “figura de liderança” nos atos pró-Bolsonaro em Blumenau, organizando e recrutando manifestantes. Ele também era responsável pela compra de mantimentos.

Quanto a Hahn, ele disse que fez o Pix a pedido de um conhecido, que solicitou o empréstimo sem dizer para onde ia. Para a defesa dele, o STF se baseou apenas nos R$ 500 e não houve prova de que esse valor seria para financiar a viagem, nem que o réu soubesse de eventual crime.

Confira as condenações do trio:

  • 14 anos: 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção;
  • 100 dias-multa: cada multa no valor de ⅓ do salário mínimo (R$ 1.621,00);
  • danos morais coletivos: R$ 30 milhões; 
  • nome dos réus no rol dos culpados;
  • expedição de guia de execução definitiva;
  • pagamento de custas pela condenação.