O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, anunciou nesta segunda-feira (30) que, caso seja eleito, concederá anistia ampla a Jair Bolsonaro e a todos os envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023 como estratégia para reduzir a polarização política e promover a reconciliação nacional. O pronunciamento reuniu ainda propostas sobre segurança pública, exploração de terras raras e uma avaliação sobre o perfil necessário para ocupar a Presidência do país.
“O Brasil não suporta mais viver numa situação que tem sido uma constante nesses últimos anos. Posso afirmar a todos vocês que a polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada sim. Pode. Por alguém que é parte dela, ou seja, da polarização. É o que pretendo fazer chegando à Presidência. Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e irrestrita”.
Em outro momento do discurso, Caiado fez uma avaliação sobre o perfil que considera necessário para a condução do país, sinalizando que a Presidência da República exige experiência e maturidade política — atributos que, segundo ele, se traduzem em um governante de “cabelos brancos”. A observação foi interpretada como uma crítica indireta ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que também figura entre os nomes cotados para disputar o Planalto.
Na pauta econômica, Caiado destacou que Goiás é o único estado brasileiro a explorar terras raras atualmente — mineral estratégico cujo mercado global é dominado pela China. O governador anunciou a assinatura de um memorando com o governo dos Estados Unidos como parte de uma iniciativa para atrair investimentos e diversificar a cadeia produtiva do insumo, reduzindo a dependência do monopólio chinês sobre o setor.
No campo da segurança pública, Caiado também lançou um alerta sobre o avanço do crime organizado no Brasil. Para o pré-candidato, não há como falar em Estado democrático de direito em um país onde o narcotráfico exerce influência direta sobre 60 milhões de brasileiros — número que, segundo ele, evidencia a dimensão do desafio a ser enfrentado por qualquer governo que pretenda restaurar a ordem institucional e a segurança da população.
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