
Justiça da Itália diz que Zambelli não tem ‘vínculos sólidos com o país’
Na decisão, a Corte também observou que a ex-deputada usou passaporte italiano para escapar da Justiça do Brasil

Na decisão, a Corte também observou que a ex-deputada usou passaporte italiano para escapar da Justiça do Brasil
A Justiça da Itália, que decidiu extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) na última semana, afirmou que a ex-parlamentar não tem “vínculos sólidos com o país”, apesar de ter cidadania.
“A polícia sublinhou que a mulher [Carla Zambelli] usufruiu de uma rede de apoio durante a latência, tornando concreto o perigo de fuga, não tendo vínculos sólidos com o território italiano apesar da cidadania”, diz trecho da sentença divulgado pela coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles.
Na decisão, a Corte também observou que a ex-deputada usou passaporte italiano para escapar da Justiça do Brasil. “A posse da cidadania italiana e o uso de um passaporte italiano recentemente emitido (19-06-2023) foram valorizados como elementos que facilitaram a sua movimentação internacional e a subtração à justiça brasileira.”
Vale citar que ainda é possível que o Ministério da Justiça negue o pedido de extradição por conveniência política ou razões humanitárias.
Condenada a 15 anos pelo STF em dois processos, a parlamentar está presa na Itália desde 29 de julho de 2025.
Ela é apontada como a mandante da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da inserção de documentos falsos no Judiciário, incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes (STF). Em um deles, ela é apontada como a mandante da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da inserção de documentos falsos no Judiciário. Entre eles, um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.