Dados da Agência Goiana de Habitação (Agehab) mostram que as mulheres são 83,67% dos beneficiários de programas habitacionais em Goiás. Os números foram divulgados pelo Governo do Estado na quarta-feira (25).
Para a coordenadora do Goiás Social, a primeira-dama Gracinha Caiado, “garantir moradia digna para mulheres em situação de vulnerabilidade é transformar realidades, proteger famílias e promover dignidade. No Goiás Social, trabalhamos para que essas mulheres tenham acesso a políticas públicas que ofereçam segurança, acolhimento e a oportunidade de recomeçar”.
O levantamento ainda mostra que a participação feminina no programa Aluguel Social é ainda maior: 92,88% dos atendimentos. Presidente da Agehab, Alexandre Baldy, diz que quase 82 mil mulheres foram atendidas, com investimento de R$ 469 milhões destinados ao pagamento de aluguel para o público feminino.
Outro recorte foi feito no Casas a Custo Zero. Neste programa, o total de beneficiadas ultrapassa 87%, somando 4.335 chefes de família contempladas na modalidade. Segundo o governo, o valor investido supera R$ 1,1 bilhão. Já na área de regularização fundiária, elas são titulares em 69,93% das escrituras emitidas (5.703), com investimento de R$ 3,9 milhões.
A última análise foi na modalidade Aluguel Nunca Mais. O programa atende 17.420 mulheres, o que representa 59,48% do total. “Seja no caso de mulheres em situação de violência ou de mulheres chefes de família, buscamos facilitar o processo para atingir esses grupos mais vulneráveis, ampliando cotas e criando editais específicos, por exemplo”, afirma Baldy.
Ele explica, ainda, que a preferência na emissão de escrituras é que o documento seja registrado no nome da mulher, pois, em caso de separação, o título permanece com ela ou com o responsável pela guarda unilateral dos filhos. Isso garante maior segurança jurídica e social às famílias chefiadas por elas, enfatiza o presidente da Agehab. “Essas mudanças refletem o compromisso do Governo de Goiás com a ampliação do acesso à moradia digna e à promoção da justiça social, com especial atenção às mulheres em situação de vulnerabilidade.”
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