
PF quer saber papel de Campos Neto no processo que autorizou Banco Master
Inquérito recente visa descobrir o que a autoridade monetária sabia acerca das irregularidades da instituição quando estas receberam o aval oficial

Inquérito recente visa descobrir o que a autoridade monetária sabia acerca das irregularidades da instituição quando estas receberam o aval oficial
A Polícia Federal (PF) apura se o ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, se omitiu ou foi enganado nos processos que autorizaram a venda e a reestruturação de ativos ligados ao Banco Master. O inquérito recente visa descobrir o que a autoridade monetária sabia acerca das irregularidades da instituição quando estas receberam o aval oficial.
O intuito da investigação é saber se o corpo de diretores enganou o ex-presidente do BC por meio de falsificação de assinaturas e adulteração de documentos para camuflar a real situação do banco de Daniel Vorcaro ou se ele tinha consciência das fraudes e manteve a transação.
Campos Neto foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para presidir o Banco Central entre 2019 e 2024. A PF, neste momento, realiza um cruzamento de dados de comunicações internas, além de periciar documentos digitais para chegar às decisões da cúpula do BC.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no ano passado. A instituição financeira, bem como Vorcaro, é investigada por operações fraudulentas que inflavam artificialmente seu balanço. Relatórios do BC indicam desvios (fraudando carteiras de crédito) de aproximadamente R$ 11,5 bilhões. À época, o banqueiro teve sua primeira prisão, mas foi liberado, sendo preso novamente neste mês.
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