Brasil, 19 de março de 2026
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Bolsonaro segue sem previsão de alta

Ex-presidente está internado desde a última sexta-feira (13) na UTI do hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral

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Jair Bolsonaro (PL) segue sem previsão de alta, apesar de os boletins médicos indicarem melhora. O ex-presidente está internado desde a última sexta-feira (13) na UTI do hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral.

Boletim de terça-feira (18) informou que o político apresentou melhora em aspectos tomográficos e marcadores inflamatórios. Atualmente, ele está em uma UTI de cuidados intermediários – algo entre a UTI e o quarto.

Mesmo sem prazo para deixar o hospital, o cardiologista Brasil Caiado já indicou que o tratamento da infecção com antibióticos está na metade. É possível, então, que Bolsonaro deixe a UTI no fim de semana. Ele também faz fisioterapia respiratória e motora.

Pedido de domiciliar

Na terça-feira, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que visitou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para reforçar o pedido de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro feito no mesmo dia. “Foi uma conversa objetiva, como advogados que pediram uma audiência com o juiz da causa. Expusemos as nossas razões e ele, em um momento oportuno, ficou de avaliar esse novo pedido da defesa. Não deu prazo para decisão”, disse.

Conforme Flávio, que também faz parte da defesa, o ex-presidente tem sido bem tratado na Papudinha, onde cumpre 27 anos e 3 meses de pena por tentativa de golpe de Estado, e foi prontamente atendido quando passou mal. Contudo, ele teme a falta de acompanhamento constante, principalmente à noite.

Ele também comentou o estado de saúde do pai. O senador afirmou que “os remédios estão fazendo efeito” e o ex-presidente está “com um aspecto melhor e comendo melhor”.

Como mencionado, o boletim médico de terça-feira informou que Bolsonaro “manteve melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com nova queda nos marcadores inflamatórios”. Na segunda-feira, ele foi transferido “para uma nova acomodação em terapia intensiva, mais adequada para o quadro clínico atual”.

Quanto à demanda, a defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de domiciliar na terça-feira. Nele, os advogados pedem que Moraes reconsidere a decisão do começo do mês devido “à gravidade e à rápida evolução do quadro clínico” do ex-presidente. “O atual regime de cumprimento da pena, ainda que conte com a disponibilização de equipe médica de plantão, não é capaz de assegurar acompanhamento contínuo nem resposta imediata de equipe de saúde em caso de mal súbito, ampliando significativamente o risco clínico envolvido”, justificaram.