
Flávio diz que se reuniu com Moraes para pedir prisão domiciliar para Bolsonaro
“Foi uma conversa objetiva, como advogados que pediram uma audiência com o juiz da causa"

“Foi uma conversa objetiva, como advogados que pediram uma audiência com o juiz da causa"
O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que visitou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para reforçar o pedido de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. Ele confirmou o encontro a jornalistas na terça-feira (17), na entrada do Hospital DF Star, em Brasília, onde o pai está internado desde sexta-feira (13) para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral.
“Foi uma conversa objetiva, como advogados que pediram uma audiência com o juiz da causa. Expusemos as nossas razões e ele, em um momento oportuno, ficou de avaliar esse novo pedido da defesa. Não deu prazo para decisão”, disse Flávio, que também faz parte da defesa de Bolsonaro.
Conforme Flávio, o ex-presidente tem sido bem tratado na Papudinha, onde cumpre 27 anos e 3 meses de pena por tentativa de golpe de Estado, e foi prontamente atendido quando passou mal. Contudo, ele teme a falta de acompanhamento constante, principalmente à noite.
Ele também comentou o estado de saúde do pai. O senador afirmou que “os remédios estão fazendo efeito” e o ex-presidente está “com um aspecto melhor e comendo melhor”.
Boletim médico de terça-feira (17) informou que Bolsonaro “manteve melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com nova queda nos marcadores inflamatórios”. Na segunda-feira, ele foi transferido “para uma nova acomodação em terapia intensiva, mais adequada para o quadro clínico atual”.
Pedido de domiciliar
A defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de domiciliar na terça-feira. No pedido, eles pedem que Moraes reconsidere a decisão do começo do mês devido “à gravidade e à rápida evolução do quadro clínico” do ex-presidente. “O atual regime de cumprimento da pena, ainda que conte com a disponibilização de equipe médica de plantão, não é capaz de assegurar acompanhamento contínuo nem resposta imediata de equipe de saúde em caso de mal súbito, ampliando significativamente o risco clínico envolvido”, justificaram.