Brasil, 16 de março de 2026
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Política

Em caso de delação, Vorcaro deve mirar políticos e poupar o STF

Esta seria uma forma de conseguir a validação da Procuradoria-Geral da República (PGR)

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Caso ocorra uma delação premiada, o banqueiro Daniel Vorcaro deve mirar políticos e poupar o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada nesta segunda-feira (16) por advogados que acompanham o caso Master.

Fontes próximas ao banqueiro informaram que esta seria uma forma de conseguir que a Procuradoria-Geral da República (PGR) validasse a delação. A avaliação de que o PGR Paulo Gonet não aceitaria uma delação contra o STF.

Outra situação diz respeito ao novo advogado de Vorcaro, José Luis de Oliveira Lima, o Juca, que tem boas relações com a Corte. E, em terceiro lugar, qualquer escritório veria como arriscado envolver a mais alta Corte do País.

Além de políticos, a delação também deve atingir crimes financeiros. Juca é advogado de João Carlos Mansur, que fundou a hoje liquidada Reag, parceira do Master, e também é alvo das investigações. Inclusive, ele também poderia fazer uma delação.

Vale citar que, conforme integrantes da Polícia Federal (PF), existe material robusto pelo menos contra o ministro Dias Toffoli.

Prisão

A Polícia Federal (PF) prendeu novamente o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, na quarta-feira (4). A corporação informou, em nota, que a ação visava “investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, expedidos pelo ministro do STF André Mendonça. Na ocasião, também houve a determinação pelo afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões. Outros detidos foram Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva.

Vale citar que um dos alvos de ameaça de Vorcaro foi o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Por meio de um assalto forjado, ele planejava “dar um pau” e “quebrar os dentes” do profissional. As intimidações aconteciam contra adversários, segundo a PF.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no ano passado. A instituição financeira, bem como Vorcaro, é investigada por operações fraudulentas que inflavam artificialmente seu balanço. Relatórios do BC indicam desvios (fraudando carteiras de crédito) de aproximadamente R$ 11,5 bilhões. À época, o banqueiro teve sua primeira prisão, mas foi liberado.

Os papéis dos membros do grupo presos na quarta-feira:

  • Daniel Vorcaro: líder de uma organização criminosa que atuava de forma estruturada e cooptava servidores de alto escalão para tentar influenciar a opinião pública para enfraquecer o Estado.
  • Fabiano Zettel: operador financeiro do grupo.
  • Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão: responsável por coordenar as atividades do grupo (que morreu após atentar contra a própria vida na prisão).
  • Marilson Roseno da Silva: policial federal aposentado, que seria um integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento.

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