
Segunda Turma do STF decide na sexta-feira se mantém prisão de Vorcaro
Antigo relator do caso, Dias Toffoli vai votar para referendar ou não a decisão de André Mendonça pela preventiva

Antigo relator do caso, Dias Toffoli vai votar para referendar ou não a decisão de André Mendonça pela preventiva
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide, na sexta-feira (13), se mantém a prisão preventiva autorizada pelo ministro André Mendonça do fundador do Banco Master, André Vorcaro. Antigo relator do caso, Dias Toffoli vai votar para referendar ou não a decisão.
Após autorizar a operação da Polícia Federal (PF) que culminou na prisão de Vorcaro e outras três pessoas, Mendonça encaminhou a decisão para a Segunda Turma analisar. Além dele e de Toffoli, também votam Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes (presidente do colegiado).
Atualmente, Vorcaro está isolado em uma cela da Penitenciária Federal de Brasília. Ele foi transferido de São Paulo para a capital federal na sexta-feira (6). Nesta segunda-feira (9), Mendonça autorizou os advogados do banqueiro a encontrarem o cliente sem o registro audiovisual.
“Diante de tal conjuntura, acolhendo o pedido formulado pela defesa, determino à direção da Penitenciária Federal de Brasília que permita a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos nos autos, independentemente de agendamento, sem a realização de qualquer tipo de monitoramento ou gravação por áudio e/ou vídeo”, escreveu Mendonça na decisão.
O fundador do Master está em uma cela de nove metros quadrados, com uma cama, escrivaninha, banco e prateleiras em alvenaria, além de banheiro com sanitário, pia e um cano como espécie de chuveiro para banhos.
Durante o dia, ele recebe seis refeições. Além disso, possui horário de banho e circulação controlada com banho de sol na cela. É ele mesmo quem faz a limpeza do local. O isolamento segue até 26 de março.
Prisão
A Polícia Federal (PF) prendeu novamente o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, na quarta-feira (4). A corporação informou, em nota, que a ação visava “investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, expedidos pelo ministro do STF André Mendonça. Na ocasião, também houve a determinação pelo afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões. Outros detidos foram Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva.
Vale citar que um dos alvos de ameaça de Vorcaro foi o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Por meio de um assalto forjado, ele planejava “dar um pau” e “quebrar os dentes” do profissional. As intimidações aconteciam contra adversários, segundo a PF.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no ano passado. A instituição financeira, bem como Vorcaro, é investigada por operações fraudulentas que inflavam artificialmente seu balanço. Relatórios do BC indicam desvios (fraudando carteiras de crédito) de aproximadamente R$ 11,5 bilhões. À época, o banqueiro teve sua primeira prisão, mas foi liberado.
Os papéis dos membros do grupo presos na quarta-feira: