Brasil, 09 de março de 2026
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Política

Cerimonialistas de Goiás querem que profissão seja regulamentada em lei

Já existe um código na Classificação Brasileira de Ocupações que permite a atuação, mas não há exigência de diploma específico ou registro em conselho de classe

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Os cerimonialistas de Goiás defendem a regulamentação da profissão por meio de uma proposta que já existe e está parada no Senado. A demanda ganhou nova força com a aprovação da matéria que passou no Congresso no fim do ano passado e regulamentou o profissional multimídia, tema mais polêmico.

Segundo o presidente da Associação Goiana de Cerimonialistas, Mestres de Cerimônias e Afins (AGCM), Sandro Albuquerque, já existe um código na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) que permite o exercício da profissão. Porém, não há exigência de diploma específico ou registro em conselho de classe para atuar na área.

Ele lembra que, no Senado, aguarda votação no plenário um projeto de lei para regulamentar a profissão de cerimonialista, técnico de cerimonial e auxiliar de cerimonial. Caso passe, a proposta poderá estabelecer nível superior e técnico na área e garantir a este profissional a responsabilidade exclusiva para eventos.

Como mencionado, a aprovação da atuação regulamentada do profissional multimídia gerou debate e polêmica pelo caráter “genérico”. No caso do cerimonialista, Sandro explica que se trata de um trabalhador consagrado. O presidente afirma que é preciso garantir essa regulamentação como medida de respeito à classe.

Mas, de volta ao profissional multimídia, a lei garantiu o reconhecimento aos profissionais que criam, editam e gerenciam conteúdos digitais (sites, vídeos, redes sociais, jogos). A sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desagradou, principalmente, os jornalistas.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas de Goiás (Sindjor) disse que a criação “foi feita sem diálogo com jornalistas e radialistas, abrindo brechas para a precarização do trabalho e para a fragilização de profissões historicamente reconhecidas”. O Sindjor afirmou, ainda, que “o jornalismo não é definido pelas ferramentas que utiliza”.

“Jornalistas sempre trabalharam com múltiplas linguagens, plataformas e tecnologias — muito antes de qualquer nova nomenclatura legal. Afinal, o jornalista diplomado é também um profissional formado em Comunicação Social”, continuou. Ainda segundo o sindicato, o que define o profissional de imprensa é a formação específica, compromisso com a verdade, responsabilidade social e princípios éticos claros.

“A nova lei, ao criar uma categoria genérica centrada na operação de ferramentas, ignora esses fundamentos e desrespeita jornalistas e radialistas, que há décadas exercem essas funções com responsabilidade profissional e compromisso com a sociedade.”

Cerimonialista

Um cerimonialista organiza e coordena eventos (casamentos, formaturas, corporativos, bem como atos oficiais e mais). Ele cuida do planejamento prévio, da logística, do cronograma e da execução no dia, atuando como um “maestro” para garantir que tudo ocorra sem problemas, desde a contratação de fornecedores até a condução da cerimônia e festa, aliviando a pressão dos clientes.

Cabe a ele gerenciar os detalhes técnicos e o protocolo, e assegurar uma experiência fluida para todos, com foco em organização, criatividade e solução de imprevistos.