
Defesa de Sicário nega morte cerebral, mas diz que caso é grave
"Quadro permanece grave, monitoramento permanente no CTI, mas não houve nenhuma evolução. Ele não melhorou, mas também não piorou"

"Quadro permanece grave, monitoramento permanente no CTI, mas não houve nenhuma evolução. Ele não melhorou, mas também não piorou"
A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, disse na noite de quinta-feira (5) que não houve a morte cerebral do investigado, mas que o estado de saúde dele é grave. “O quadro permanece grave, monitoramento permanente no CTI, mas não houve nenhuma evolução. Ele não melhorou, mas também não piorou, ele está equilibrado”, disse o advogado Robson Lucas da Silva.
Sicário atentou contra a própria vida na quarta-feira (4) enquanto estava na carceragem da Polícia Federal (PF), em Belo Horizonte (MG), após o cumprimento do mandado de prisão emitido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). No momento, ele está internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
Mais cedo, na quinta-feira, o advogado afirmou que o cliente dele estava “em plena integridade física e mental” até por volta das 14h. Para ele, a divulgação da morte encefálica foi um “desencontro infeliz de informações”. Ele também negou insinuações que circularam sobre “queima de arquivo”.
“Eu não acredito em hipótese alguma nessa possibilidade que se aventa aí na imprensa de queima de arquivo. Acho que pode ter havido demora na percepção dos fatos, mas ele estava custodiado e tomou essa iniciativa. Precisamos aguardar as apurações que se iniciam agora com o inquérito conduzido pelo doutor Hudson”, disse o advogado.
O hospital foi procurado pela CNN Brasil para comentar o caso, mas indicou a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela gestão do pronto-socorro para onde Sicário foi levado, para responder. Em nota, a Fhemig disse que “não divulga o status de pacientes em função da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)”.
Vale citar que Sicário foi um dos alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero, ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Além deles, também foram presos Fabiano Zettel e Marilson Roseno da Silva.
A PF informou, em nota, que a ação visava “investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, expedidos pelo ministro do STF André Mendonça. Na ocasião, também houve a determinação pelo afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens no montante de até R$ 22 bilhões.
Vale citar que um dos alvos de ameaça de Vorcaro foi o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Por meio de um assalto forjado, ele planejava “dar um pau” e “quebrar os dentes” do profissional. As intimidações aconteciam contra adversários, segundo a PF.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no ano passado. A instituição financeira, bem como Vorcaro, é investigada por operações fraudulentas que inflavam artificialmente seu balanço. Relatórios do BC indicam desvios (fraudando carteiras de crédito) de aproximadamente R$ 11,5 bilhões. À época, o banqueiro teve sua primeira prisão, mas foi liberado.
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Os papéis dos membros do grupo presos na quarta-feira:
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