Brasil, 02 de março de 2026
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Justiça homologa acordo e encerra processo de Marçal contra Datena por cadeirada

Juíza afirmou na sentença que julgou extinto o processo que "as partes [ficam] dispensadas do pagamento das custas processuais remanescentes, se houver"

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) homologou na sexta-feira (27) um acordo para finalizar o processo movido pelo ex-coach Pablo Marçal (PRTB) contra o apresentador José Luiz Datena (PSDB). O caso envolve uma cadeirada que o jornalista deu no ex-coach durante o debate eleitoral pela prefeitura na TV Cultura em 2024.

Na ação, Marçal pedia uma indenização por dano moral de R$ 100 mil. Com o acordo, a juíza Pricilla Bittar Neves Netto, da 30ª Vara Cível, afirmou na sentença que julgou extinto o processo que “as partes [ficam] dispensadas do pagamento das custas processuais remanescentes, se houver”.

Relembre a cadeirada

Durante o quarto bloco do debate da TV Cultura, em setembro, o candidato José Luiz Datena jogou uma cadeira contra Pablo Marçal após ser provocado pelo ex-coach.

Marçal havia questionado Datena sobre quando ele desistiria do pleito. O apresentador, por sua vez, não respondeu à pergunta e disse que não perdoaria o empresário pela acusação de assédio sexual que ele havia feito anteriormente.

Com isso, o candidato do PRTB disse: “O Brasil quer saber, São Paulo quer saber [quando ele iria desistir]. Você é um ‘arregão’. Atravessou o debate esses dias para me dar um tapa, que você queria ter feito. Você não é homem nem para fazer isso.”

Posteriormente, Datena pegou uma cadeira, se dirigiu até Marçal, o agrediu e xingou: “Seu filho da puta.”

O mediador, Leão Serva, chamou rapidamente os comerciais. Na volta do programa, o mediador anunciou que Datena foi expulso por infringir as regras.

Já Marçal se retirou e foi encaminhado para o Hospital Sírio-Libanês, segundo sua assessoria. Ele saiu do teatro, na região da Faria Lima, com a mão no peito.

O debate continuou com os demais candidatos: Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), Tabata Amaral (PSB) e Marina Helena (Novo).