
Governo brasileiro condena ataques dos EUA e Israel ao Irã
O governo brasileiro reiterou que o diálogo é a via legítima para a resolução do conflito e enfatizou que a diplomacia deve prevalecer sobre ações militares

O governo brasileiro reiterou que o diálogo é a via legítima para a resolução do conflito e enfatizou que a diplomacia deve prevalecer sobre ações militares
O governo brasileiro condenou e manifestou “grave preocupação” com os ataques realizados neste sábado (28) pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã. A posição consta na Nota à Imprensa nº 66, publicada pelo Ministério das Relações Exteriores, na manhã deste sábado (28).
Segundo o comunicado, os ataques ocorreram “em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”. O governo brasileiro reiterou que o diálogo é a via legítima para a resolução do conflito e enfatizou que a diplomacia deve prevalecer sobre ações militares.
Na nota, o Brasil também faz um apelo direto às partes envolvidas. O governo solicita que todos “respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”. A manifestação reforça a defesa histórica do país pelo respeito às normas internacionais e pela preservação de vidas civis em cenários de tensão.
O comunicado informa ainda que as embaixadas brasileiras na região acompanham de perto os desdobramentos das ações militares, com atenção especial às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. O Itamaraty recomenda que brasileiros que residam ou estejam na região sigam rigorosamente as orientações de segurança das autoridades locais.
De acordo com a nota, o embaixador do Brasil em Teerã mantém contato direto com a comunidade brasileira na capital iraniana para transmitir atualizações sobre a situação e fornecer orientações de segurança. O governo brasileiro afirma seguir monitorando os acontecimentos e reforça a necessidade de esforços diplomáticos para evitar o agravamento do conflito.