Brasil, 27 de fevereiro de 2026
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Justiça recebe denúncia contra síndico acusado de matar corretora em Caldas Novas

Magistrada também suspendeu o segredo de justiça do processo e converteu a prisão de Oliveira de temporária para preventiva

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A Justiça recebeu denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) contra o síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em 17 de dezembro. A juíza Vaneska da Silva Baruki, da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, acolheu a demanda na quinta-feira (26).

Na ocasião, a magistrada também suspendeu o segredo de justiça do processo e converteu a prisão de Oliveira de temporária para preventiva. A denúncia é por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, de forma cruel e mediante emboscada.

O filho do síndico, Maicon Douglas Souza de Oliveira, também foi preso durante a investigação, mas liberado em 19 de fevereiro após ser descartado pela Polícia Civil como suspeito.

Caso

Conforme informações da Polícia Civil de Goiás, as investigações iniciaram a partir do momento em que o desaparecimento de Daiane foi registrado, em dezembro de 2025.

A corporação salienta que o sumiço da vítima indicava “natureza não voluntária”, pois a corretora não havia levado objetos pessoais, sem registro de movimentação bancária e o celular deixou de emitir sinais logo após o desaparecimento.

Além disso, o fato de a vítima ter o fornecimento de energia cortado desenhava-se como fato violento.

No dia 28 de janeiro, Cléber foi preso, mesma data em que o corpo da corretora foi encontrado em uma área de mata, em Caldas Novas.

A PCGO concluiu que Daiane Alves foi morta com dois tiros na cabeça fora do prédio. “A perícia mostrou claramente que qualquer disparo dado seria ouvido na recepção do prédio”, acrescentou delegado André Luiz Barbosa.

Vídeo

Em 19 de fevereiro, a polícia divulgou um vídeo que mostrava o momento em que a corretora Daiane Alves foi atacada. O registro, segundo a PCGO, estava no celular da vítima, que foi encontrado na tubulação do esgoto do prédio.

Nas imagens, a corretora grava o momento em que vai até o subsolo para tentar religar a energia do apartamento onde morava. Ao encontrar a caixa correspondente à residência, ela grita, após ser surpreendida pelo síndico, e a gravação é interrompida.

Após a apuração técnica, testemunhal e pericial, a PCGO decretou a prisão temporária do síndico. Nos depoimentos, de acordo com a polícia, Cléber Rosa teria apresentado versões contraditórias.

“Ele (síndico) estava com luvas nas duas mãos e com a capota [do veículo] aberta. Ele posicionou o carro mais próximo ao local onde pretendia render a Daiane”, explicou o delegado João Paulo Mendes durante coletiva de imprensa.