
Base de Caiado e Daniel acredita que Ana Paula no PL não altera equação eleitoral
Governador disse que ficou surpreso, mas que recebeu sinalizações de que o movimento político teve motivação empresarial

Governador disse que ficou surpreso, mas que recebeu sinalizações de que o movimento político teve motivação empresarial
A base do governador Ronaldo Caiado (PSD) e do vice-governador Daniel Vilela (MDB) parece já ter se recuperado do susto, na última sexta-feira (20), quando Ana Paula Rezende se filiou ao PL para ser vice na chapa de Wilder Morais (PL). O entendimento, agora, é que a filha do ex-prefeito Iris Rezende (MDB) não altera a equação eleitoral.
Para a coluna de João Bosco Bittencourt, governista afirmou que o irismo, apesar de ter uma marca forte, já não possui a mesma estrutura. Esta foi absorvida pelo grupo que já está no poder.
Além disso, Ana Paula nunca disputou uma eleição. Ou seja, não tem mandato ou base própria e a transferência de votos de Iris para ela não seria simples. O sobrenome Rezende, nesse sentido, seria mais simbólico que capital eleitoral.
A movimentação não levou figurões do MDB. O ex-vice-prefeito e presidente do MDB em Goiânia, Agenor Mariano, criticou Ana. Paulo Ortegal, fiel escudeiro de Iris, não comentou.
O fato de Iris ter o nome ligado ao MDB também não ajuda Ana Paula.
Após a filiação, Caiado disse que ficou surpreso, mas que recebeu sinalizações de que o movimento político teve motivação empresarial. “O que me sinalizaram é que a filiação foi motivada muito mais por questões empresariais do que políticas”, assinalou. “Seria um acordo do esposo dela com o Wilder nessa parte de condomínios, essas áreas de ampliação de condomínios e tudo isso.”