
Após caso Orelha, governo federal estuda publicar decreto que agrava penas por maus-tratos
Documento pode ser publicado em evento da Semana Nacional dos Animais, em meados de março

Documento pode ser publicado em evento da Semana Nacional dos Animais, em meados de março
O governo federal estuda publicar um decreto chamado de “Justiça por Orelha”, em breve. O documento em alusão ao cão comunitário morto na Praia Brava, em Florianópolis (SC), prevê o agravamento de penas para quem cometer maus-tratos contra animais.
Este decreto pode ser publicado em evento da Semana Nacional dos Animais, em meados de março, conforme a CNN Brasil. O texto também deve prever agravantes para quem cometer crimes contra animais.
Hoje, o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais criminaliza “abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações a animais silvestres, domésticos, domesticados, nativos ou exóticos” e prevê penas de detenção de 3 meses a 1 ano e multa, com aumento de 1/6 a 1/3 em caso de morte.
Já as multas constam em decreto que trata de infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, variando de R$ 300 a R$ 3 mil.
No novo decreto, deve constar a reincidência por parte dos criminosos; o uso de violência extrema; atos que sejam cometidos ou divulgados na internet; maus-tratos a animais com risco de extinção; bem como recrutamento de menores, etc.
Devido ao caso do cão Orelha, o governo federal também pretende melhorar a capacitação dos profissionais das forças de segurança. Diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini ressalta que será a primeira vez que um curso do tipo será ofertado nacionalmente pelo governo.
“Isso vai melhorar muito a cultura do enfrentamento aos maus-tratos. Porque também tem isso: o que é crime de maus-tratos? É só matar o animal? Deixar preso na corrente? Deixar em local sujo? Essas perguntas não são claras para muita gente. A capacitação também vai auxiliar nessa distinção e também na coleta e preservação das provas, com um olhar capacitado para isso”, afirma.
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