Brasil, 21 de fevereiro de 2026
Siga Nossas Redes
Política

Daniel se diz supreso com filiação de Ana Paula ao PL: “ninguém entendeu”

“Como é que alguém que ia presidir o partido diz que teve porta fechada?”, indagou Daniel

Publicado em atualizado às 23:47

O vice-governador Daniel Vilela (MDB) se manifestou sobre a filiação de Ana Paula Rezende ao PL, ocorrida nesra sexta-feira (20). “Foi uma atitude impensada”, disse. O emedebista relatou que foi surpreendido e que ninguém insistiu mais do que ele para que a filha de Iris Rezende entrasse na vida pública e disputasse posições políticas.

“Até o último prazo eu estava no escritório dela. Se tivesse aceitado disputar, hoje era prefeita de Goiânia”, afirmou, voltando a essa frase mais de uma vez durante a entrevista. O vice se referia ao fato de que ela seria a candidata ao Paço Municipal no lugar do empresário Sandro Mabel, com apoio do MDB e da base caiadista. 

Daniel negou que ela não tinha espaço no MDB. Ele lembrou a sequência: convite para disputar a Prefeitura, depois o chamado para ser vice na chapa governista, a escolha para a vice-presidência do partido. Com a saída dele para assumir o governo, ela passaria automaticamente ao comando estadual. “Em cerca de 40 dias ela seria presidente do MDB”, repetiu.

“Como é que alguém que ia presidir o partido diz que teve porta fechada?”, questionou.

Na explicação que deu para o rompimento, citou o memorial de Iris Rezende. Disse que ouviu a cobrança para que o Estado bancasse a obra e que respondeu que não podia. “Eu queria fazer. Para o Iris e até para o meu pai, se fosse possível. Mas a lei não deixa. Não dá para usar dinheiro público em algo que é privado.” Classificou a reação como desproporcional.

Ao falar de Iris, mudou o tom. Lembrou da conversa no escritório do ex-prefeito que definiu a chapa com Ronaldo Caiado em 2022. “Ele disse que, para mim, talvez o Senado fosse melhor. Mas que para o partido eu tinha que ser vice.” Disse que saiu dali com o caminho traçado.

Durante o dia, segundo ele, chegaram mensagens de emedebistas antigos, gente que conviveu com Iris por décadas. “Todo mundo sem entender”, resumiu.

Sem Ana Paula, a linha interna do MDB segue o estatuto. Quando Daniel deixar a presidência para assumir o governo, quem entra é o segundo vice-presidente, o suplente de senador Pedro Chaves.

Daniel falou ainda que o grupo continua conversando com partidos e citou que há setores do bolsonarismo em Goiás que ficaram fora da montagem do PL. A escolha do vice fica para mais perto das convenções. “Não é agora.”

LEIA TAMBÉM: