
Influenciador brasileiro bolsonarista e defensor de Trump tem pedido de fiança negado e segue preso nos EUA
Julio Pena foi detido pelo ICE em 31 de janeiro

Julio Pena foi detido pelo ICE em 31 de janeiro
O influenciador brasileiro e defensor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Junior Pena, teve o pedido de fiança negado em audiência na última semana e segue detido. Ele foi preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) em 31 de janeiro.
Pena, que tem quase 480 mil seguidores no Instagram e vive nos EUA desde 2009, publica conteúdo sobre imigração. Junior é bolsonarista e já declarou apoio a Trump em diversos momentos. Antes de ser preso, ele publicou vídeo em que minimizava as preocupações com deportação. Segundo ele, as medidas contra imigrantes eram apenas para pessoas em situação irregular ou para quem cometesse crimes.
“Eu estou andando na linha, pagando taxas e tentando me legalizar, assim como muitos imigrantes que querem ficar em ordem. Ele vai deportar quem estiver irregular, os bandidos e as pessoas que estão fazendo coisa errada. Você acha que ele vai deportar quem está querendo ajudar o país? De jeito nenhum”, disse na ocasião.
Quem revelou sobre a audiência foi o amigo de Pena e também influenciador, Maycon MacDowell. “Semana passada, infelizmente, o Júnior teve uma corte em que a juíza negou o seu direito à fiança. Não quer dizer que é o fim da caminhada. Geralmente, a fiança é negada por dois motivos: primeiro, porque você é considerado uma pessoa perigosa, já cometeu vários crimes e tem ficha na polícia. Segundo, porque eles não creem que você vai comparecer às cortes futuras, que vai embora do estado ou ficará foragido”, explicou em vídeo nas redes sociais.
Segundo ele, a defesa vai apresentar uma apelação para que outro juiz de imigração analise o pedido. À época da prisão, MacDowell explicou que o amigo foi detido por um problema administrativo com uma audiência migratória. Internautas aproveitaram a publicação para debochar do bolsonarista. “Ele é o melhor exemplo da barata que se apaixona pelo inseticida”, escreveu um. “Não tem como não rir. O brasileiro que faz campanha para o Trump e termina preso pelo ICE. É um nível de autossabotagem que precisa ser estudado”, afirmou outro.