Brasil, 18 de fevereiro de 2026
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BC decreta liquidação do Banco Pleno, que já fez parte do Master

Dono da unidade, Augusto Lima deixou a sociedade com Daniel Vorcaro em julho do ano passado

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O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno (ex-Voiter) nesta quarta-feira (18). A unidade já fez parte do conglomerado do Master, investigado por supostas fraudes financeiras.

Dono do Pleno, Augusto Lima deixou a sociedade com Daniel Vorcaro, dono do Master, em julho do ano passado. Os dois foram presos durante a Operação Compliance Zero, mas foram liberados posteriormente.

Em dificuldades de liquidez, o Pleno tentava conseguir um investidor para manter as operações. O BC, contudo, já havia proibido a instituição de emitir os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) para se financiar.

Dados do Banco Central de junho do ano passado mostravam que o ex-Voiter tinha um patrimônio líquido de R$ 672,6 milhões e um lucro líquido de R$ 169,3 milhões, mas um passivo de R$ 6,68 bilhões. Cerca de R$ 5,4 bilhões dessa dívida eram de CDBs.

“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade”, informou o BC na manhã desta quarta-feira.

E ainda: “O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis.” Tanto os bens de Augusto Lima quanto os dos administradores do Pleno ficaram indisponíveis.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no ano passado. A instituição financeira, bem como seu dono, Daniel Vorcaro, é investigada por operações fraudulentas que inflavam artificialmente seu balanço. Relatórios do BC indicam desvios de aproximadamente R$ 12,7 bilhões.