Brasil, 18 de fevereiro de 2026
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Pastor visita Bolsonaro e diz que ele estava ‘assustado’

"Eu o encontrei um pouco mais equilibrado no que diz respeito aos soluços, porém assustado por uma crise de pressão"

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O pastor Robson Rodovalho disse, na terça-feira (17), que visitou Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, e que o ex-presidente estava “assustado” devido ao pico de pressão que o fez passar mal nesta semana. O religioso é fundador da Igreja Sara Nossa Terra.

“Hoje estive novamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumprindo a assistência pastoral agendada. Eu o encontrei um pouco mais equilibrado no que diz respeito aos soluços, porém assustado por uma crise de pressão alta que teve ontem”, escreveu.

Ainda segundo o pastor, eles oraram e Bolsonaro, com os olhos lacrimejados, disse crer “na força e no poder de Deus. Não sei como, mas vou vencer”. Robson finalizou: “Continuo vendo a necessidade eminente do cuidado em sua casa, facilitando os tratamentos e fortalecendo suas emoções.”

Após o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) informar que o pai havia passado mal, a esposa do detento, Michelle Bolsonaro (PL), disse que ele teve um pico de pressão. “Hoje, durante a caminhada, ele teve tontura e apresentou um pico de pressão. Foi atendido pelo médico plantonista. Conseguiu tomar o seu caldo e já estava fazendo fisioterapia”, escreveu.

A ex-primeira-dama informou que conversou com o comandante do 19º Batalhão e a pressão do marido estabilizou. “Foi atendido pelo médico plantonista. Conseguiu tomar seu caldo e já estava fazendo a fisioterapia”, detalhou. “Dias difíceis, mas venceremos.”

Já o fisioterapeuta Kleber Caiado compartilhou a publicação da ex-primeira-dama e complementou: “Estabilizou o soluço e creio que terá uma boa noite de sono. Estava fadigado e cansado pelo tempo que ficou soluçando.”

Prisão domiciliar

No último dia 11, a defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de prisão domiciliar ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Eles justificaram que há uma “progressiva deterioração do quadro clínico” do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e crimes relacionados. Ele iniciou o cumprimento da pena na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, no mês de novembro, mas foi transferido para a Papudinha em 15 de janeiro.

Laudo pericial da PF apontou que Bolsonaro possui as seguintes doenças crônicas: hipertensão arterial sistêmica; Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (Saos) grave; obesidade clínica; aterosclerose sistêmica; doença do refluxo gastroesofágico; queratose actínica; e aderências (bridas) intra-abdominais. Apesar disso, não indicou a necessidade de prisão domiciliar.