
PL ‘ameaçou’ aliança em 2024 e também deixou base caiadista na mão
Mabel já dizia não acreditar na composição, mesmo antes da visita. Ele não esqueceu que tentou a mesma união no pasado

Mabel já dizia não acreditar na composição, mesmo antes da visita. Ele não esqueceu que tentou a mesma união no pasado
A base do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) não aprendeu com os erros do passado ou resolveu dar um enorme voto de fé a um partido que já deixou o grupo na mão. Em 2024, os caiadistas também flertavam com o PL por uma aliança nas eleições municipais, sobretudo em Goiânia.
Próximo do pleito, contudo, o partido lançou candidato próprio para concorrer contra Sandro Mabel (União Brasil), nome de Caiado à prefeitura. Neste ano, o governador e outros nomes da base também garantiam que a aliança do PL estaria fechada. O arranjo, que já estaria certo, incluía até o nome do deputado federal Gustavo Gayer (PL) na chapa ao Senado.
No sábado (14), o presidente do PL em Goiás, senador Wilder Morais, esteve com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, e deixou o local com uma definição: disputará o governo em oposição a Daniel.
“Escaldado”, Mabel já dizia não acreditar na composição, mesmo antes da visita. Ele não esqueceu que tentou a mesma aliança em 2024.
Um tempero a mais neste ano é a insatisfação de algumas alas do PL em relação à candidatura própria ao governo. O deputado Gustavo Gayer tem inflamado um racha no partido ao insistir que precisa ouvir dos líderes nacionais, como Flávio Bolsonaro (PL), que Wilder tem esse aval.
Para ele, não vale a aprovação de outro filho de Jair. Eduardo Bolsonaro comentou a publicação de Wilder, parabenizando e dando apoio ao senador. Sobre isso, Gayer e outros membros de sua ala preferiram não comentar.
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