Gayer se diz vítima de fogo amigo no PL e afirma que sua lealdade a Bolsonaro está acima de tudo
Gayer disse que vinha mantendo silêncio “para não prejudicar o partido e em respeito ao presidente Bolsonaro”, mas que o “fogo amigo chegou a um nível que não dá mais”
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atualizado às 22:17
Ao dizer que está sendo vítima de fogo amigo do PL goiano, deputado federal Gustavo Gayer (PL) se manifestou sobre o anúncio da pré-candidatura do senador Wilder Morais, que afirma ter sido liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o governo de Goiás.
Gayer disse que vinha mantendo silêncio “para não prejudicar o partido e em respeito ao presidente Bolsonaro”, mas que o “fogo amigo chegou a um nível que não dá mais”.
Ele lembrou que, em 2024, quando aparecia em primeiro lugar nas pesquisas para a Prefeitura de Goiânia, teria sido orientado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a permanecer em Brasília e disputar o Senado em 2026, mantendo foco no mandato como deputado federal. “Eu acatei imediatamente a ordem dele porque esse é o nível de lealdade que eu tenho com Bolsonaro”, afirmou.
Segundo Gayer, no início de 2025 Bolsonaro teria pedido que o grupo evitasse confronto com o governador Ronaldo Caiado, com o objetivo de construir alianças para 2026, especialmente pensando em eventual segundo turno presidencial envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
O deputado disse que tentou ponderar sobre o cenário local e mencionou o nome de Wilder Morais como alternativa competitiva, mas reconheceu que levantamentos posteriores, como a Paraná Pesquisas, mostraram o senador em posição menos favorável, com crescimento da polarização entre outros grupos políticos no estado.
Gayer afirmou que tem seguido as orientações atribuídas a Bolsonaro, mesmo enfrentando desgaste interno. “Eu estou me prejudicando muito agora por acreditar ainda que estou seguindo o desejo dele”, declarou.
Divergências
O parlamentar relatou ainda que, após visita de Wilder Morais a Bolsonaro, teria surgido uma versão diferente da estratégia que vinha sendo discutida. Gayer disse que aguarda confirmação direta de Flávio Bolsonaro sobre o conteúdo da conversa antes de tomar qualquer decisão política. “Eu faço qualquer coisa que o Bolsonaro me pedir”, afirmou, acrescentando que mudará de posição caso receba orientação diferente.
Ele também declarou que seu foco é o projeto nacional, especialmente a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência e a formação de maioria no Senado.
Após a manifestação, o deputado federal Nikolas Ferreira comentou em apoio a Gayer. “Você não pode e não será descartado nessas eleições. O seu papel é fundamental para a direita em Goiás e no Brasil. Acredito na sua palavra e faremos de tudo para resolver essa situação triste”, escreveu Nikolas.