Brasil, 13 de fevereiro de 2026
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PF usou softwares americano e israelense para recuperar dados do celular de Vorcaro

Entre os softwares utilizados pela Polícia Federal para acessar celular de Vorcaro estão o GreyKey, desenvolvido nos Estados Unidos, e o Cellebrite, criado em Israel

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 A tecnologia de últimq geração utilizada pela Polícia Federal para analisar o celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro possibilitou romper camadas de segurança e realizar uma cópia integral da memória do aparelho, permitindo acesso detalhado a diversos tipos de informações armazenadas no dispositivo.

O procedimento viabilizou a recuperação de mensagens, fotos, vídeos, registros de chamadas, documentos e até arquivos que haviam sido apagados. As informações foram divulgadas em relatos publicados na coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles.

Entre os softwares utilizados pela Polícia Federal estão o GreyKey, desenvolvido nos Estados Unidos, e o Cellebrite, criado em Israel. Os programas são capazes de acessar o conteúdo interno do telefone mesmo quando ele está desligado ou protegido por senha, ampliando o alcance da perícia sobre dados armazenados e ocultos no sistema.

Segundo a descrição, quando um celular é recolhido pelas autoridades, o primeiro passo é isolar o dispositivo para impedir qualquer comunicação externa. A medida evita que aplicativos ou sistemas de segurança possam apagar dados remotamente, prática comum em situações envolvendo investigações de grande repercussão.

Caso o dispositivo não responda aos métodos convencionais de extração digital, os peritos podem recorrer a procedimentos físicos. Um deles é a retirada direta do chip de memória, técnica conhecida como chip off, que permite a leitura das informações fora do aparelho, por meio de equipamentos especializados.

No caso envolvendo Daniel Vorcaro, a perícia foi realizada no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília (DF), em um ambiente de acesso controlado. Todo o material obtido durante o processo foi organizado e catalogado para análise dos investigadores, dentro dos protocolos de segurança adotados em investigações dessa natureza.

Entenda o caso

As movimentações no cenário político brasileiro avançam em paralelo às investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre um suposto esquema de fraudes financeiras que envolveria o Banco Master e outras instituições. De acordo com estimativa da corporação, as operações sob apuração podem ter movimentado até R$ 17 bilhões.

Um dos pontos mais recentes de controvérsia envolve a participação societária do ministro Dias Toffoli na empresa Maridt. A companhia realizou negociações com um fundo administrado pela Reag, entidade ligada ao Banco Master. Toffoli admitiu ser sócio da empresa, mas negou ter efetuado transações financeiras com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O caso segue alimentando discussões no Congresso Nacional e no meio jurídico, enquanto as apurações continuam sob responsabilidade das autoridades encarregadas da investigação.

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