Brasil, 13 de fevereiro de 2026
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Goleiro Bruno diz que não é o ‘demônio’ e cita facção no caso Eliza Samudio

“Eu tive que segurar um problema muito grande, porque a situação envolve facção. Envolve pessoas que vão além do que vocês imaginam"

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O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes falou sobre Eliza Samudio, que desapareceu em junho de 2010, em um podcast, nesta semana. Mais uma vez, ele negou ser o mandante da morte da modelo, mas admitiu ser “omisso” no caso. Sem dar detalhes, ele afirmou que o caso envolve uma facção criminosa.

Ao Geral Podcast, o goleiro Bruno disse que sabia o que poderia ocorrer e não atuou para impedir. “Chegou a um ponto em que eu não tinha mais diálogo com a Eliza. Quem tomava conta das minhas coisas era o Macarrão. Ele que resolvia tudo para mim.”

Ele também citou um depoimento que deu à Justiça. “A situação que aconteceu, eu até falei no meu júri quando o juiz me perguntou: ‘Você mandou fazer isso?’. Eu falo ‘Não’. ‘Mas você sabia?’. Eu sabia, mas eu não mandei.”

Bruno ainda afirmou que errou, mas que não é o “demônio”. “Eu fui omisso. O meu erro na situação foi ter sido omisso. Isso faz de mim uma pessoa inocente? Não. Eu nunca falei que eu sou inocente, mas eu também não sou o demônio da parada.”

E ainda: “Eu tive que segurar um problema muito grande, porque a situação envolve facção. Envolve pessoas que vão além do que vocês imaginam. Eu já falei para quem eu tinha que falar, e eu já falei para quem eu devia uma satisfação.”

Ao fim, ele disse que espera poder explicar a situação ao filho em algum momento. “Espero que, no momento oportuno, ele me dê uma oportunidade para eu falar com ele o que eu tenho que falar. É ele que precisa saber desse esclarecimento. Só ele, mais ninguém.”

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