Brasil, 06 de fevereiro de 2026
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Economia

Terras raras: mineradora que opera em Minaçu (GO) fecha acordo de R$ 2,9 bilhões com os EUA

O Grupo Serra Verde iniciou operação no início de 2024 em Minaçu (GO) e ainda não atingiu a produção total, que deve ser de cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027

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O Grupo Serra Verde, único produtor em larga escala de terras raras pesadas críticas fora da Ásia, anunciou um financiamento de US$ 565 milhões (R$ 2,9 bilhões) com a Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), incluindo uma opção que confere ao Governo dos Estados Unidos o direito de adquirir uma participação acionária minoritária na Serra Verde.

O acordo faz parte de um amplo pacote anunciado na quarta-feira pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, para criar um bloco comercial preferencial para minerais críticos e definir preços mínimos, à medida que Washington intensifica os esforços para diminuir o controle da China sobre materiais essenciais para a manufatura avançada.

A Serra Verde é propriedade dos grupos de private equity Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, liderado pelo ex-diretor da Xstrata, Mick Davis.

“O anúncio representa um forte reconhecimento da importância estratégica preeminente da Serra Verde no cenário global. O compromisso de grande porte da DFC, de quase US$ 600 milhões, assegura um futuro promissor para para diversas empresas downstream que dependem de nossas terras raras”, afirmou Thras Moraitis, CEO da Serra Verde.

O financiamento confirma a posição de liderança estratégica da companhia nesse mercado com um portfólio de produtos com elevada concentração de terras raras pesadas (HREEs). Como pioneira comprovada na produção de terras raras pesadas fora da Ásia, a companhia afirma que está em posição singular para atender uma ampla gama de setores considerados essenciais para a segurança econômica e nacional.

A mina da Serra Verde, de capital fechado, é rica em terras raras pesadas, ao contrário de muitos outros depósitos ocidentais. O produto apresenta elevada concentração de disprósio e térbio – dois minerais críticos – além de outros elementos de terras raras fundamentais para componentes de alta tecnologia utilizados nos setores automotivo, médico, de energias renováveis, eletrônicos, robótica, defesa e aeroespacial, segundo a empresa.

A empresa iniciou a produção comercial no início de 2024 em Minaçu, no Estado de Goiás, e ainda não atingiu a produção total, que deve ser de cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027. Saiba mais sobre a empresa aqui.

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