Brasil, 06 de fevereiro de 2026
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Ministro do STJ acusado de assédio é internado em hospital com dores no peito

Segundo boletim, Marco Buzzi foi admitido com sintomas de palpitações e precordialgia, por isso a equipe médica optou pela internação

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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Buzzi, de 68 anos, foi internado após sentir dores no peito. Acusado de importunação sexual, ele apresentou um atestado médico na quinta-feira (5) por questões de saúde. Ele está no Hospital DF Star, em Brasília.

Segundo boletim, Buzzi foi admitido com sintomas de palpitações e precordialgia, por isso a equipe médica optou pela internação. O objetivo é investigar e controlar os sintomas.

Na quarta-feira (4), o STJ abriu um processo de sindicância para apurar a denúncia contra o ministro Marco Buzzi. Ele é acusado de assediar sexualmente a filha de 18 anos de um casal de amigos dele. O caso aconteceu em 9 de janeiro, em Balneário Camboriú (SC).

​“O Pleno do Superior Tribunal de Justiça, reunido em sessão extraordinária, deliberou, por unanimidade, pela instauração de sindicância para a apuração dos fatos atribuídos ao ministro Marco Aurélio Buzzi”, escreveu o Tribunal em nota na noite de quarta-feira. A decisão ocorreu no Pleno.

Caso

Uma jovem de 18 anos acusa o ministro Marco Buzzi de tentar assediá-la sexualmente durante as férias de janeiro, na praia de Balneário Camboriú (SC). O caso já chegou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”, informou em nota.

Segundo apurado, a jovem é filha de um casal amigo do ministro. No dia 9 de janeiro, eles estariam na praia e, em determinado momento, ela teria ido tomar banho de mar e encontrado Buzzi. Na denúncia, ela afirmou que o magistrado estaria visivelmente excitado e teria tentado agarrá-la três vezes. Ela conseguiu fugir e avisou os pais. Eles, então, voltaram para São Paulo e registraram um boletim de ocorrência.

Em nota, o ministro afirmou ter sido “surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”, e acrescentou que “repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

Advogado da família, Daniel Leon Bialski disse que, “neste momento, o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado”. E ainda: “Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes.”

Buzzi está no STJ desde 2011. Ele tomou posse após indicação da então presidente Dilma Rousseff (PT) e, atualmente, compõe a Quarta Turma do tribunal, focada em conflitos de direito privado.