
Kassab pede ‘desprendimento’ de Vanderlan diante de uma gestão fraca do PSD goiano
O que se observa é que o partido não cresceu no Estado, ao contrário do resto do País

O que se observa é que o partido não cresceu no Estado, ao contrário do resto do País
Quando o presidente do PSD nacional, Gilberto Kassab, pede “desprendimento” para o senador Vanderlan Cardoso, enquanto sinaliza que o governador Ronaldo Caiado vai assumir o comando do partido em Goiás, ele considera os fracassos da comando local da sigla, apontam analistas. O líder máximo da legenda revelou ao Giro (O Popular), nesta quinta-feira (5), que o chefe do Executivo estadual vai assumir a presidência nos próximos dias.
O que se observa é que o partido não cresceu no Estado, ao contrário do resto do País. Em 2024, o PSD foi o partido que mais elegeu prefeitos. Foram 887, sendo cinco de capitais. Em Goiás, contudo, apenas três gestores municipais venceram o pleito daquele ano.
Além disso, o partido tem apenas um deputado federal em território goiano (Ismael Alexandrino, que se movimenta para se filiar ao PL)). Na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) são dois (Cairo Salim e Wilde Cambão). A expectativa é que, sob o comando de Caiado, que é pré-candidato à presidência, esses números, pelo menos, tripliquem.
O desempenho pessoal de Vanderlan também fraco: ele amargou a quinta colocação na disputa à prefeitura de Goiânia. Além disso, em seu principal reduto, Senador Canedo, não conseguiu eleger a mulher Cardoso, que terminou em terceiro lugar.
Vanderlan, agora, luta para garantir o direito de disputar a reeleição pela chapa do vice-governador Daniel Vilela (MDB), sucessor de Caiado. A chance dele seria a abertura para múltiplas candidaturas ao Senado, estratégia fracassada de 2022, quando a base caiadista lançou três nomes para uma vaga. Outra alternativa é a mudança de partido, com destinos arriscados como o esvaziado PSDB de Marconi Perillo.