Parentes de primeiro grau de oito dos dez atuais ministros do Supremo Tribunal Federal tiveram um salto na atuação em tribunais superiores após a ascensão de seus familiares à cúpula do Judiciário.
Levantamento realizado pelo Estadão mostra que 70% dos processos com a participação desses advogados foram protocolados após os ministros serem empossados no STF.
Três dos oito citados afirmam que atuaram nos processos desde a origem até as instâncias superiores; STF diz que ministros cumprem normas sobre impedimento envolvendo familiares.
Os parentes de ministros do STF já atuaram em 1.921 processos na Corte e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre filhos, cônjuges, ex-cônjuges e irmãos exercendo a advocacia. Desse total, ao menos 381 ações seguem em andamento aguardando decisão final.
Outro levantamento publicado pelo UOL identificou 14 parentes de primeiro grau de ministros do STF com atuação nos tribunais superiores, número que pode ser maior devido à existência de processos sob sigilo.