Brasil, 03 de fevereiro de 2026
Siga Nossas Redes
Brasil

Polícia de Santa Catarina aponta adolescente como autor da morte do cão Orelha

A Polícia Civil de Sanrta Catarina analisou mais mil horas de gravações para chegar ao autor do crime

Publicado em atualizado às 23:15

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha e pediu, nesta terça-feira (3) a internação do adolescente apontado como responsável pelo ataque ao animal, ocorrido na madrugada de 4 de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. 

De acordo com as autoridades, foram analisadas mais de mil horas de gravações, obtidas por meio de 14 câmeras de monitoramento, para chegar ao autor do crime. Também foram ouvidas 24 testemunhas e oito menores de idade foram investigados.

Uma das principais provas que levou à identificação do adolescente foi a roupa usada no crime, captada pelas câmeras. A Polícia Civil de SC também disse ter usado um software francês para determinar a localização do responsável durante o ataque a Orelha. 

O ponto de partida da investigação foi a madrugada do ataque ao cão comunitário: às 5h25, o adolescente saiu do condomínio onde morava e retornou às 5h58, acompanhado de uma amiga. Essa teria sido uma das contradições no depoimento do suspeito, que não sabia que a polícia tinha imagens e afirmou não ter saído do condomínio no dia do crime. 

Ele viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso. O retorno aconteceu na última quinta-feira, 29, quando ele foi interceptado pela Polícia ao chegar no aeroporto. 

Nesse momento, um familiar tentou esconder um boné rosa e uma blusa de moletom que estavam com o adolescente, consideradas peças importantes da investigação. O familiar também tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o menor assumiu que já tinha a roupa antes de sair do Brasil. 

A investigação, então, foi concluída após a Polícia Civil colher o depoimento do autor. Diante das novas provas e informações, a autoridade finalizou o inquérito e encaminhou para apreciação do Ministério Público e do Poder Judiciário. 

A polícia aponta que também pediu a internação do adolescente. A apreensão, extração e análise dos dados corroboraram as provas já obtidas, bem como esclareceram dúvidas restantes.  

Além de encerrar as investigações sobre a morte de Orelha, a Polícia Civil também finalizou o inquérito sobre a morte do cão Caramelo, e representou contra quatro adolescentes pelo crime. O caso diz respeito à publicação de imagens que mostraram os menores agredindo o animal na Praia Brava.

LEIA TAMBÉM: