
Alckmin diz que viagem de Lula aos EUA pode zerar restante do tarifaço
"Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os EUA, agravada pelo tarifaço, que reduziu e hoje está em 22%”

"Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os EUA, agravada pelo tarifaço, que reduziu e hoje está em 22%”
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), está otimista em relação à viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para os Estados Unidos. Nesta semana, ele disse que ela pode servir para o governo brasileiro tentar zerar o restante do tarifaço aplicado pela Casa Branca em produtos nacionais.
Lula deve ir a Washington em março para uma nova rodada de conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O tarifaço estará na pauta, conforme Alckmin.
“A expectativa é positiva e muito focada na relação Brasil e EUA. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os EUA, agravada pelo tarifaço, que reduziu e hoje está em 22%”, disse em entrevista à TV Globo. “Já caiu bem o tarifaço, mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, completou.
Em novembro, os Estados Unidos zeraram as sobretaxas de 40% aplicadas sobre parte dos produtos agrícolas brasileiros. Foram benefícios: carne bovina fresca, resfriada ou congelada, produtos de cacau e café, certas frutas, vegetais e nozes e fertilizantes. Antes disso, os EUA também anunciaram a retirada das tarifas globais de 10%.
Contudo, ainda existem alguns setores com a alíquota de 40%. “Já avançou bastante. Nós já tivemos toda a área de carne, avião, suco de laranja, frutas e café. Muita coisa já saiu. A ideia agora é focar bastante em alguns produtos agrícolas e na indústria, que ainda está com tarifa de 50%”, disse o vice-presidente.
O encontro de Lula e Trump também deve tratar da crise na Venezuela, combate ao crime organizado e a situação política na América Latina.