
Tarcísio afirma que diria ‘não’ a Bolsonaro sobre candidatura ao Planalto
“Isso [o pedido] não vai acontecer. Mas eu diria não”, afirmou à rádio

“Isso [o pedido] não vai acontecer. Mas eu diria não”, afirmou à rádio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a dizer que não será candidato à presidência na terça-feira (27). Dessa vez, inclusive, disse que recusaria um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso este ocorresse na próxima quinta-feira (29), quando ambos devem se encontrar.
“Isso [o pedido] não vai acontecer. Mas eu diria não”, afirmou à rádio Jovem Pan de Sorocaba. Segundo ele, essa conversa já tinha ocorrido na última vez que esteve com Bolsonaro, em setembro, quando o ex-presidente ainda estava em prisão domiciliar.
“Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, e ele estava na prisão domiciliar, antes de ele vir para o regime fechado, ele me perguntou: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial: qual é a sua posição?’ Eu digo: ‘Minha posição é ficar em São Paulo.’ Eu fui muito contundente, muito claro com ele com relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência.”
Atualmente, Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão na Papudinha, em Brasília. Ele iniciou o cumprimento da pena em novembro do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal (PF), mas foi transferido por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em 15 de janeiro.
Tarcísio visitaria Bolsonaro em 22 de janeiro, mas cancelou o encontro. Conforme apurado, o adiamento ocorreu após o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), dizer que a visita seria para o governador ouvir que a candidatura ao Planalto estava “descartada”.
Dias depois, Tarcísio informou que faria uma nova visita, além de reforçar apoio a Flávio Bolsonaro. “Na visita que eu vou fazer, o meu papo vai ser um papo de amigo. Eu vou falar de amenidades, vou ver se ele está precisando de alguma coisa, vou falar da solidariedade que eu tenho, do carinho que eu tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para tentar ajudá-lo”, disse à rádio.
Ainda segundo ele, política não deve ser assunto no encontro. “Todo mundo pensa assim: ‘Ah, você vai falar da eleição?’ Não, não costumo falar de eleição, não costumo falar de política com ele. Eu procuro sempre mostrar: ‘Olha, tô aqui do teu lado, a mão está estendida, né? Você foi um cara que me abriu uma porta importante, vai ter sempre a minha consideração. E aí é uma questão de amizade, é uma questão de valores e é isso que eu sempre defendi”, garantiu.
Tarcísio era o preferido do centrão e do empresariado para representar a direita no páreo. Ele, contudo, perdeu espaço com a ausência de uma posição clara e dependência de Bolsonaro.