Os profissionais de saúde escalados para atendimento ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no comando do 19º Batalhão de Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília, assinaram um termo de confidencialidade na última sexta-feira (23). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo Metrópoles.
O documento assinado pelo comandante em exercício da Papudinha, major Marlos Lourenço de Oliveira, determina uma série de normas e sigilo aos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais integrantes da equipe de saúde previamente escalados. Entre elas, eles precisarão passar por scanner corporal e revista.
“É proibido o ingresso com armas de fogo, objetos perfurocortantes diferentes dos utilizados em atendimento de emergência (facas, soco inglês), ou quaisquer itens que representem risco à segurança institucional”, diz um trecho do documento.
Confira na íntegra:
“Aos CPUs, Adjuntos e Auxiliares,
Assunto: Inspeção de profissionais da Saúde.
Considerando o cumprimento de decisão judicial que determina a permanência de profissionais de saúde na custódia do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro; considerando a necessidade de preservação da segurança institucional no interior das instalações do Núcleo de Custódia da Polícia Militar; considerando a necessidade de estabelecer normas e procedimentos relativos à inspeção de profissionais médicos escalados para atendimento de custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar;
Determino:
- Todos os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais integrantes da equipe de saúde previamente escalados para atendimento ao custodiado deverão obrigatoriamente submeter-se à revista por scanner corporal antes do ingresso nas dependências do NCPM.
- A revista será realizada pela equipe da unidade, devendo o profissional seguir as orientações fornecidas para execução do procedimento.
- É proibido o ingresso com armas de fogo, objetos perfurocortantes diferentes dos utilizados em atendimento de emergência (facas, soco inglês), ou quaisquer itens que representem risco à segurança institucional.
- Concluída a inspeção e autorizada a entrada, o profissional será conduzido ao local de atendimento.
- Todos os profissionais deverão OBRIGATORIAMENTE assinar o Termo de Responsabilidade, Confidencialidade e Sigilo da Informação.
- Dúvidas operacionais poderão ser esclarecidas pela equipe de segurança responsável.”
Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro começou a cumprir a pena em novembro de 2025, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Em janeiro, ele foi transferido por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
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