Brasil, 24 de janeiro de 2026
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Goiás

Acusação leva a júri popular médico que provocou abordo sem consentimento da gestante

O médico teria dopado a vítima e introduzido misoprostol (Cytotec) no canal vaginal, sem autorização, com o objetivo de interromper a gestação

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Atuando conjutamente com o Ministério Público de Goiás (MP-GO) como asistente de acusação, o advogado e subprocurador-geral da Assembleia Legislativa, Iure Castro, obteve vitória com a decisão da Justiça de Goiás de levar a júri popular o médico Venâncio Tavares Trindade, acusado de provocar aborto sem o consentimento da gestante.

De acordo com o processo, o médico teria dopado a vítima e introduzido misoprostol (Cytotec) no canal vaginal, sem autorização, com o objetivo de interromper a gestação. A criança chegou a ser levada ao hospital, mas não sobreviveu.

Durante a instrução, a acusação requereu a prisão preventiva do réu, o cancelamento do passaporte e o levantamento do segredo de justiça, mantendo-se protegidos os dados sensíveis da vítima. A Justiça reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade e determinou o envio do caso ao Tribunal do Júri de Goiânia.