
Magno Malta tenta visitar Bolsonaro sem autorização e é barrado
Caso aconteceu em 17 de janeiro, mas foi divulgado após constar em ofício enviado na quinta-feira (22) ao ministro Alexandre de Moraes

Caso aconteceu em 17 de janeiro, mas foi divulgado após constar em ofício enviado na quinta-feira (22) ao ministro Alexandre de Moraes
O senador Magno Malta (PL-ES) tentou visitar Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, sem autorização e foi barrado por oficiais da Polícia Militar (PM) do Distrito Federal. O caso aconteceu em 17 de janeiro, mas foi divulgado após constar em ofício enviado na quinta-feira (22) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
No documento, o comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar, Allenson Nascimento Lopes, informou que “foi registrada a presença do senador da República Magno Malta nas dependências da unidade, com a intenção de adentrar a área de custódia para conhecer a cela do custodiado Jair Messias Bolsonaro”.
Ainda conforme o texto, os policiais informaram ao político que a visita necessitava de autorização prévia. “Registra-se que o senador foi recebido com a devida urbanidade e informado, de forma clara, técnica e fundamentada, de que apenas familiares expressamente autorizados têm visitação permanente, sendo que quaisquer outras visitas, inclusive de autoridades, dependem de cadastro prévio e de autorização do Supremo Tribunal Federal.”
Malta chegou a pedir para fazer uma oração no local, mas foi informado de que também existem regras específicas para a assistência religiosa. Após aproximadamente 30 minutos nas imediações da unidade, o senador deixou o local.
“Diante do potencial risco à segurança institucional, foi realizada abordagem orientativa por equipe da Polícia Militar do Distrito Federal, com esclarecimento de tratar-se de área sensível”, escreveu o comandante no ofício.
Bolsonaro passou a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e crimes relacionados no Complexo Penitenciário da Papuda em 15 de janeiro. Ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF), também em Brasília, por determinação de Alexandre de Moraes.
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