
Wilder insiste na pré-candidatura ao governo: ‘Não negocio princípios’
PL nacional quer que o senador atue como tesoureiro na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro e desista do Palácio das Esmeraldas

PL nacional quer que o senador atue como tesoureiro na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro e desista do Palácio das Esmeraldas
O senador Wilder Morais (PL) teria dito a aliados que “não negocia princípios” e que continua pré-candidato ao governo de Goiás. A fala teria ocorrido após oferta do PL nacional para ele desistir da disputa por uma vaga de tesoureiro na campanha presidencial do também senador Flávio Bolsonaro (PL).
Oficialmente, Wilder não comentou a proposta do PL. A oferta do partido visa garantir uma aliança com a base do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que tem o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como pré-candidato ao governo de Goiás.
Conforme apurado pela jornalista Fabiana Pulcineli, Wilder disse que o assunto não chegou até ele. Afirmou, ainda, que acredita “estar com a razão” na manutenção da pré-candidatura e que pretende convencer os membros do partido.
Ele tem afirmado nos bastidores, inclusive, que Daniel não representa os “valores” da direita bolsonarista. Além disso, diz que o vice de Caiado é “vinculado à esquerda”. O objetivo da aliança é indicar o deputado federal Gustavo Gayer (PL) para o Senado na chapa do emedebista.
Bolsonaro não vê chance de sucesso
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entende que o senador Wilder Morais não tem condições de se eleger governador de Goiás, conforme a coluna Giro desta sexta-feira (23). Além disso, também percebe a chance de novos atritos, como nas eleições municipais de 2024, quando saiu trocando farpas com Ronaldo Caiado.
À época, o PL bancou candidatura própria em Goiânia, com Fred Rodrigues, que foi derrotado pelo nome apoiado por Caiado, o prefeito Sandro Mabel (União Brasil). Agora, o ex-presidente quer unir a direita para o segundo turno e construir um bom ambiente nos estados.