Brasil, 19 de janeiro de 2026
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AGU vai investigar Enel por apagões em São Paulo

Em dezembro, governador Tarcísio de Freitas citou Goiás como exemplo contra a empresa

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A Advocacia-Geral da União (AGU) vai investigar a Enel pelos apagões que atingiram a região metropolitana de São Paulo (SP). A apuração que começa nessa segunda-feira (19) envolve a conduta e as medidas adotadas pela empresa.

Um grupo de procuradores vai avaliar os episódios que ocorrem desde 2023. A previsão é de 30 dias para o relatório, que vai incluir possíveis medidas jurídicas e institucionais.

Estarão no grupo: representantes da Procuradoria-Geral Federal (PGF), Procuradoria-Geral da União (PGU), Consultoria-Geral da União (CGU) junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia.

O caso mais recente de apagões em São Paulo ocorreu em 10 de dezembro. Após cerca de 48 horas, 700 mil imóveis seguiam sem energia elétrica. Ao todo, 4,4 milhões de residências foram afetadas.

Em 16 de dezembro, o governador Tarcísio de Freitas lembrou do histórico de Goiás com a Enel para cobrar ações do governo federal contra a empresa. “Quem era a concessionária que foi substituída no Estado de Goiás por deficiência técnica? A Enel. (…) A pergunta é: por que esses remédios foram usados em outras unidades da Federação e não estão sendo usados no estado de São Paulo?”, disse ao UOL, à época.

Em Goiás, a empresa foi alvo de pressão devido a uma série de falhas até ser vendida, em 2022. Foram anos de desgastes após a concessionária adquirir a estatal Celg-D. Atualmente, a Equatorial Energia atua no Estado.