
Combate ao crime e fake news nas eleições será prioridade, diz PGR
"Essas ameaças não atingem apenas candidatas e candidatos, mas comprometem a própria legitimidade das instituições democráticas"

"Essas ameaças não atingem apenas candidatas e candidatos, mas comprometem a própria legitimidade das instituições democráticas"
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que o combate ao crime organizado e ao uso de fake news, por meio de ferramentas tecnológicas, será prioridade nas eleições deste ano. A fala ocorreu à CNN Brasil em matéria publicada nesta segunda-feira (19).
“Essas ameaças não atingem apenas candidatas e candidatos, mas comprometem a própria legitimidade das instituições democráticas. Diante desse cenário, a atuação do MP Eleitoral tem sido pautada por ações preventivas, coordenadas e firmes”, afirma.
Gonet também é procurador-geral eleitoral e atua junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso, ele deve acompanhar as sessões e se manifestar em ações eleitorais.
Ele afirmou que o MP Eleitoral vai atuar contra o uso de ferramentas tecnológicas na disseminação de notícias falsas. “Temos investido no desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para auxiliar os procuradores e promotores na identificação de irregularidades, bem como na preservação de provas digitais”, destacou.
Ainda segundo ele, “os desafios das eleições de 2026 nos encontrarão com a mesma disposição cívica e o mesmo afinco resoluto que a democracia nos exige em ano eleitoral. O Ministério Público seguirá vigilante e comprometido para que a vontade do eleitor prevaleça e para que a democracia brasileira saia, mais uma vez, fortalecida”.
Em 2024, durante as eleições municipais, já tiveram regras voltadas ao uso de inteligência artificial. O mesmo vai ocorrer este ano, com possibilidade de ampliação.
Também ao veículo de comunicação, Gonet reforçou o enfrentamento à violência política de gênero e defendeu medidas para garantir a maior participação feminina no pleito. “Orientação conjunta emitida pela Procuradoria-Geral Eleitoral e pela Câmara Criminal do MPF prevê que investigações e processos judiciais relacionados a esses crimes sejam priorizados, para assegurar a responsabilização dos agressores e a proteção das vítimas.”
Ele destacou que a parceria com partidos e outras instituições “prevê mecanismos de prevenção, acolhimento, acompanhamento e resposta aos casos de violência política contra as mulheres”.
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