
Casal que ostenta vida de luxo no Centro-Oeste em reality já esteve na mira da PF
Thaily Semensato e Laion Yanagu foram alvos de uma apuração por suspeita de contrabando de bebidas alcoólicas do Paraguai e sonegação

Thaily Semensato e Laion Yanagu foram alvos de uma apuração por suspeita de contrabando de bebidas alcoólicas do Paraguai e sonegação
A Polícia Federal (PF) já investigou a empresária Thaily Semensato e o marido Laion Yanagu, que ostentam uma vida de luxo no reality show Poderosas do Cerrado, da Globoplay. Conforme reportagem do The Intercept Brasil, divulgada nesta terça-feira (13), eles foram alvos de uma apuração por suspeita de contrabando de bebidas alcoólicas do Paraguai e sonegação.
Investigação da PF também apontou que o patrimônio do casal cresceu de forma rápida e suspeita, entre 2018 e 2022, o que inclui um apartamento de quase R$ 2 milhões em Goiânia, além de carros de luxo. Eles são donos da loja virtual de destilados Casa da Bebida, que começou no Paraná, mas mudou a sede para Goiás.
Para a Polícia Federal, em relatório de março de 2023, o crescimento do patrimônio foi “incompatível, em tese, com o ramo de atividade exercida de modo legal”. Disse, ainda, que Laion “aparentemente estaria sonegando aproximadamente 45% dos impostos devidos”.
Conforme a PF, que chegou a apreender os celulares do casal, Thaily negociou mercadorias sem nota fiscal. As conversas também mostram reclamações de clientes sobre supostas falsificações de bebidas. No aparelho de Laion, os policiais encontraram mensagens em que ele diz ter começado a carreira com itens comprados de forma ilegal no Paraguai.
Inclusive, houve oito apreensões de bebidas contrabandeadas vinculadas ao casal entre 2016 e 2019. As ações ocorreram no Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Paraná. Para a procuradora do Ministério Público Federal (MPF) do Paraná, Emília Corrêa da Costa, “há claros indícios de prática criminosa”.
Ainda assim, o inquérito foi arquivado sete dias após chegar ao MPF de Goiás. A transferência ocorreu após a mudança da sede da empresa. O procurador Divino Donizette da Silva entendeu não haver irregularidades comprovadas. Apesar disso, ele citou reclamações de clientes por vendas sem nota fiscal.
Ao veículo de comunicação, o empresário disse que a investigação foi arquivada por falta de provas. A advogada dele afirmou que não haverá manifestações sobre “narrativas especulativas e fatos já superados pelo Judiciário”. Thaily não retornou ao The Intercept.
Vale citar que, em 2024, Laion disputou a Câmara de Goiânia pelo PL e teve 708 votos. Ele é suplente de vereador.
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