Brasil, 17 de janeiro de 2026
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Turista é mordida por tubarão-lixa em Fernando Noronha

No momento do acidente, ela esclareceu que não se desesperou, mas só conseguiu se soltar com a ajuda do guia

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A advogada Tayane Cachoeira Dalazen, de 36 anos, foi mordida por um tubarão-lixa durante um mergulho em Fernando de Noronha (PE), realizado na última sexta-feira (9). Segundo a vítima, o ataque não foi grave e ela está bem.

O caso ganhou repercussão após o relato de Tayane nas redes sociais. Imagens divulgadas por ela mostram a perna com a marca da mordida do animal. No entanto, ela também tranquilizou seus seguidores e brincou dizendo que “o tubarão é que deve estar sem dente”.

A advogada afirmou que estava na Praia do Porco, com um guia local, fazendo um passeio de snorkel — conhecido pelo mergulho com os animais. Ela também explicou que outros mergulhadores estavam por láe que já havia nadado com tubarões anteriormente.

“Não havia comida nem sangue. Eu já havia feito outros mergulhos com tubarões. Desci em apneia [técnica de natação] e, durante o mergulho, senti uma mordida muito forte no meu quadríceps. Na hora, soube que havia sido mordida. Precisei esperar, porque o tubarão me segurou. Ele suga. Era um tubarão-lixa”, relatou.

No momento do acidente, ela esclareceu que não se desesperou, mas só conseguiu se soltar com a ajuda do guia.

Depois da mordida, a advogada, que estava com o profissional e uma amiga, foi socorrida por eles e por uns pescadores que estavam no local. A amiga de Tayane, Dra. Caroline Pereira, é cirurgiã dermatologista e auxiliou nos primeiros socorros, limpando o ferimento e estancando-o com uma faixa. Em seguida, ela foi levada ao Hospital.

“No hospital, fizeram uma limpeza mais profunda. A ferida não pôde ser fechada, e me deram medicamentos na veia. Depois, fui a um posto de saúde para tomar a vacina antitetânica e recebi orientações sobre os cuidados necessários”, explicou.

A advogada, que é moradora de São Paulo e estava em Fernando de Noronha a passeio, pratica kitesurf e outros esportes há algum tempo. Ela afirma que ainda deseja voltar ao local novamente, mas que, agora, dará continuidade ao seu tratamento em na capital paulista, pois o risco é de uma possível infecção.