Brasil, 09 de janeiro de 2026
Siga Nossas Redes
Política

Planalto informou presidentes da Câmara e Senado que Lula vetaria o PL da Dosimetria

“Liguei para o Motta e para o Alcolumbre para avisar que iríamos seguir com o veto”, afirmou a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann

Publicado em

O Palácio do Planalto avisou os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetaria o projeto de lei (PL) da dosimetria. O contato ocorreu por telefone, conforme divulgado pelo Metrópoles nesta sexta-feira (9).

A própria ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), confirmou a ligação. “Liguei para o Motta e para o Alcolumbre para avisar que iríamos seguir com o veto”, afirmou. A assessoria de Motta também informou sobre o aviso.

Lula vetou a proposta durante cerimônia que lembrou os três anos dos atos golpistas de 8 de Janeiro contra os três Poderes, em Brasília. Os presidentes das Casas não estiveram no evento e justificaram compromissos de ordem pessoal.

Defesa da democracia

O presidente Lula vetou integralmente o PL da Dosimetria, proposta aprovada pelo Congresso que reduzia as penas para os condenados pela trama golpista. O veto, que será analisados pelo Congresso, foi assinado pelo petista durante um evento em defesa da democracia em alusão ao 8 de Janeiro de 2023.

No seu pronunciamento durante o ato, Lula parabenizou o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo julgamento dos acusados de tentativa de golpe de Estado no Brasil.

“Oito de janeiro está marcado pela história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas. Os que sempre defenderam a ditadura, a tortura e o extermínio de adversários, e pretendiam submeter o Brasil a um regime de exceção”, afirmou Lula.

“Os traidores da Pátria conspiraram contra o Brasil para causar o caos na economia e o desemprego de milhões de brasileiros. Eles foram derrotados. O Brasil e o povo brasileiro venceu”, assinalou. Ele disse que “a democracia não é inabalável” e que está sempre sob “assédio” e “em construção”. “Não faz muito tempo, a principais lideranças do golpe defendiam a ditadura. Eram favoráveis à tortura e zombavam dos que foram torturados. Chamavam os direitos humanos de esterco da bandidagem”, disse.