
Ibaneis fala em cortar gastos no DF devido à queda na arrecadação
"Brasília vive do setor imobiliário e de serviços. Com os juros nas alturas, as vendas caíram, gerando uma queda na arrecadação"

"Brasília vive do setor imobiliário e de serviços. Com os juros nas alturas, as vendas caíram, gerando uma queda na arrecadação"
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse que o ente federativo vai cortar gastos em 2026, devido à queda na arrecadação. “Brasília vive do setor imobiliário e de serviços. Com os juros nas alturas, as vendas caíram, gerando uma queda na arrecadação, o que prevíamos para 2025. Agora é enxugar para as despesas caberem no orçamento”, declarou ao Metrópoles nesta quinta-feira (8).
Segundo ele, uma equipe técnica vai realizar estudos para saber onde será possível fazer os cortes. A definição deve ocorrer ainda em janeiro.
A posição do governador ocorre em meio a uma crise na saúde. Recentemente, houve o atraso nos repasses ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar e a unidade precisou fechar 89 leitos, além de suspender o pagamento de férias, o atendimento a pacientes de outros estados e serviços relacionados a exames, cirurgias eletivas e primeiras consultas.
Com isso, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou o pagamento de R$ 69 milhões pelo governo. Ibaneis disse que vai “apertar o cinto” para pagar. Já a Secretaria de Economia do DF disse que “age com cautela na elaboração e atualização das projeções fiscais”.
“É importante destacar que o orçamento do Governo do Distrito Federal foi estruturado para dar lastro às políticas públicas de saúde, educação e segurança! Além disso, priorizou entregas em áreas que apresentavam demandas reprimidas, como habitação, urbanização e infraestrutura social. O aumento de gastos com a Previdência e impactos de mudanças recentes na legislação exigem ainda mais cuidado na administração das contas públicas”, informou a pasta.
E ainda: “Nesse cenário, eventuais ajustes são preventivos e responsáveis, com o objetivo de manter o equilíbrio financeiro do governo e assegurar a continuidade dos serviços essenciais, sempre com planejamento e transparência.”