Brasil, 08 de janeiro de 2026
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Autorizado por Moraes, Bolsonaro faz exames em hospital e retorna à PF de Brasília

Os exames foram solicitados após uma queda sofrida durante a madrugada de terça-feira, ocorrida dentro das instalações da Polícia Federal em Brasília

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Jair Bolsonaro (PL) deixou no início da tarde desta quarta-feira (7) o hospital DF Star, em Brasília, após ser submetido a uma série de exames médicos, e retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde permanece preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Os exames foram autorizados judicialmente após a apresentação de documentação médica pela defesa do ex-mandatário ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Exames médicos após queda na prisão

Bolsonaro permaneceu cerca de cinco horas no hospital, onde realizou tomografia computadorizada, ressonância magnética do crânio e um eletroencefalograma. Os exames foram solicitados após uma queda sofrida durante a madrugada de terça-feira, ocorrida dentro das instalações da Polícia Federal em Brasília.

De acordo com informações da própria corporação, um relatório médico elaborado anteriormente indicava que o ex-mandatário estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico. O documento apontava apenas lesões superficiais e leve desequilíbrio ao permanecer em pé.

Autorização judicial para deslocamento hospitalar

A realização dos exames fora da unidade prisional foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após pedido formal da defesa e a entrega de laudos médicos ao Supremo Tribunal Federal. Inicialmente, o magistrado avaliou que não havia necessidade de remoção imediata, mas liberou o deslocamento após a análise da documentação apresentada. Todo o transporte e o esquema de segurança foram executados pela Polícia Federal, conforme estabelecido na decisão judicial.

Retorno à custódia da Polícia Federal

Durante a permanência no hospital, Bolsonaro esteve acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Parlamentares aliados, como os deputados Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Bia Kicis (PL-DF), além de apoiadores, também estiveram no local.

Preso desde o fim de novembro, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A condenação foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal por seu envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, conforme decisão da Corte.

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