Brasil, 04 de fevereiro de 2026
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Internacional

Trump ordena bloqueio ‘total e completo’ de todos os petroleiros da Venezuela

Trump disse que o governo do presidente Nicolás Maduro foi designado como uma “organização terrorista estrangeira”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que Washington ordenou um “bloqueio total e completo” a todos os petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela, acusando Caracas de utilizar receitas do petróleo para financiar crime e terrorismo.

Em uma publicação na rede Truth Social, Trump declarou que a Venezuela está “completamente cercada pela maior armada já reunida na História da América do Sul” e disse que o governo do presidente Nicolás Maduro foi designado como uma “organização terrorista estrangeira”.

No terceiro trimestre deste ano, a produção de petróleo bruto da Venezuela, administrada principalmente pela estatal PDVSA, é estimada em cerca de 850 mil barris por dia.

Mais cedo nesta terça-feira, o site Axios informou que Estados Unidos se preparam para capturar outros petroleiros sancionados próximos à costa da Venezuela, citando autoridades.

As autoridades venezuelanas acusaram os EUA de cometerem “um ato de pirataria internacional” e disseram que recorreriam a organismos internacionais. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, também condenou a apreensão do navio por forças norte-americanas, classificando o episódio como um ato de pirataria.

Desde o início de setembro, Trump autorizou uma série de ataques contra embarcações supostamente envolvidas no tráfico de drogas nas costas da Venezuela. As ações foram criticadas por alguns parlamentares norte-americanos, que defendem que o governo Trump deveria apresentar mais justificativas ao Congresso para a realização desses ataques.  

O governo venezuelano classificou essas ações como uma provocação destinada a desestabilizar a região e uma violação dos acordos internacionais sobre o status desmilitarizado e livre de armas nucleares do Caribe.

Em novembro, Trump afirmou acreditar que os dias de Maduro como chefe de Estado estavam contados, ao mesmo tempo em que garantiu que Washington não tinha planos de entrar em guerra com Caracas.

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