
Defesa de Heleno diz que houve equívoco e que Alzheimer não foi diagnosticado em 2018, mas em 2025
O argumento apresentado pela defesa é de que a doença de Heleno foi diagnosticada em 2005 e não em 2018, como foi informado

O argumento apresentado pela defesa é de que a doença de Heleno foi diagnosticada em 2005 e não em 2018, como foi informado
A defelsa do general Augusto Heleno, condenado a 21 anos de prisão pelo STF na ação da trama golpista, apresentou neste sábado (29) ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes as explicações solicitadas sobre o quadro de Alzheimer do general.
O novo argumento apresentado pela defesa é de que a doença de Heleno foi diagnosticada em 2005 e não em 2018, como foi informado. “Hove um equívoco por parte do perito” sobre a data do diagnóstico, já que o general, com a doença, “não tem condições de explanar sobre marcos temporais.”
Durante seu exame médico, Heleno alegou possuir doença de Alzheimer desde 2018. A condição embasou um pedido de prisão domiciliar humanitária, ao qual a Procuradoria-Geral da República concordou. Moraes, no entanto, pediu os documentos que comprovassem a condição, bem como questionou o motivo pelo qual Heleno, mesmo com a condição, assumiu o cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), cargo que lida com informações sensíveis. Ele também solicitou documentos que comprovassem a condição médica alegada e perguntou se Heleno informou ao GSI ou a outro órgão federal sobre a questão de saúde.
A defesa, porém, contrapõe Moraes: “O réu não estava diagnosticado com a doença de Alzheimer nos anos de 2019 a 2022, sendo diagnosticado somente em janeiro de 2025, nos termos da vasta documentação anexada. De modo que não tinha o que informar à Presidência da República, ao Ministério ou mesmo a qualquer outro órgão.”