
Zambelli segue presa por ‘risco de fuga’, diz Justiça italiana
"Continue detida no cárcere, por entender que nenhuma medida alternativa seria suficiente para eliminar o risco de fuga e garantir o processo de extradição"
"Continue detida no cárcere, por entender que nenhuma medida alternativa seria suficiente para eliminar o risco de fuga e garantir o processo de extradição"
Após audiência na quarta-feira (27), a Justiça italiana decidiu manter a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) presa. Assim, a corte rejeitou o pedido da defesa por prisão domiciliar ou liberdade por entender que existem “fortes indícios” de risco de fuga.
Três juízes assinaram a decisão. Eles citam que ela entrou na Itália em 5 de junho, um dia após a condenação definitiva no Brasil, e que disse várias vezes não confiar na Justiça brasileira. Eles também mencionaram que ela foi encontrada escondida em Roma e tinha afirmado à imprensa italiana que mudaria de casa para não ser localizada.
Ainda sobre a audiência, a perita do tribunal, Edy Febi, informou que a condição de saúde de Zambelli não impede a permanência na prisão. “Determina que a interessada [Zambelli] continue detida no cárcere, por entender que nenhuma medida alternativa seria suficiente para eliminar o risco de fuga e garantir o processo de extradição”, diz trecho da decisão divulgada pelo UOL.
A prisão de Zambelli ocorreu em 29 de julho, após o deputado italiano Angelo Bonelli comunicar a localização dela às autoridades. Ela estava hospedada em um hotel. Desde maio, a congressista estava foragida. À época, ela foi condenada a anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso de invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Neste momento, a deputada está presa no Instituto Penitenciário de Rebibbia, na periferia de Roma. A Advocacia-Geral da União (AGU) diz adotar todas as providências para a extradição.