
O rapper Kanye West voltou a causar revolta ao aproveitar a grande audiência do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, para promover sua marca de roupas, a Yeezy. Segundo o G1, nesta segunda-feira (10), apenas um item estava disponível no site oficial da marca: uma camiseta branca estampada com uma suástica preta, vendida por US$ 20 (cerca de R$ 115).
A suástica é historicamente associada ao nazismo e a grupos extremistas de direita. O símbolo foi adotado pelo Partido Nazista de Adolf Hitler e se tornou um dos principais emblemas do regime que promoveu o Holocausto. Em países como o Brasil e a Alemanha, o uso de símbolos nazistas pode ser enquadrado como crime. Já nos Estados Unidos, onde a venda da camiseta foi realizada, a prática é protegida pela liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição.
A legislação norte-americana impede a criação de leis que restrinjam a liberdade de expressão, mesmo quando envolvem símbolos controversos ou ofensivos. Em 2017, a Suprema Corte dos EUA derrubou uma lei federal que proibia marcas registradas consideradas depreciativas contra determinados grupos. Os juízes entenderam que a restrição violava a Constituição, que assegura o direito à livre manifestação de ideias.
Nos últimos anos, Kanye West tem sido alvo de críticas por declarações e atitudes polêmicas envolvendo temas sensíveis, incluindo comentários antissemitas. A nova investida do rapper reforça sua postura provocativa e levanta debates sobre os limites da liberdade de expressão e o impacto da normalização de símbolos historicamente associados ao ódio.