Brasil, 04 de abril de 2025
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Goiás

Marconi Perillo é condenado pela Justiça de Goiás por uso irregular de aviões da frota estadual

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O ano de 2025 não começou bem para o ex-governador de Goiás e presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo. Após ser alvo da Operação Panaceia, deflagrada conjuntamente pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Receita Federa e Ministério Público Federalpara investigar desvio de recursos públicos na área da saúde, agora Perillo foi condenado por uso irregular de aeronaves da frota do governo estadual.

A condenacão ocorreu dia 28 de janeiro último em decisão do juiz Rodrigo Rodrigues de Oliveira e Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual. O tucano foi condenado por improbidade administrativa, uma vez que teria prestado informações inverídicas à Justiça sobre voos para cidades fora de Goiás , como Rio de Janeiro, Cuiabá e Brasília.

Perillo alegou que os aviões do estado foram utilizados por ele para participar de velórios de interesse público, mas a investigação revelou que, na verdade, ele utilizava as aeronaves para fazer campanha eleitoral com recursos públicos.

Na decisão, o juiz assinalou que as viagens feitas para cidades fora de Goiás estavam ligadas a eventos partidários durante o período eleitoral, tendo o tucano se aproveitado da estrutura do governo para fortalecer seu grupo político e conquistar votos, infringindo princípios da administração pública.

“A tentativa da parte-ré de associar o uso das aeronaves a velórios, com suposto interesse público, não se sustenta, uma vez que as viagens foram para cidades fora do Estado de Goiás, como Rio de Janeiro (RJ), Cuiabá (MT) e Brasília (DF), e estavam sempre relacionadas a interesses pouco republicanos, durante a campanha para o Senado Federal”, sublinhou o magistrado.

A denúncia contra Perillo foi feita pelo Ministério Público de Goiás em 2019 por prática administrativa ilegal. Na setença, o juiz condenou Perillo a devolver R$ 9,1 mil aos cofres públicos, enquanto o coronel PM Sebastião Vaz, então chefe do Gabinete Militar, terá que restituir R$ 3,9 mil. Outras sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, como perda de direitos políticos, foram consideradas prescritas. O ex-governador poderá recorrer da decisão.